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A Polícia Militar apreendeu uma grande quantidade de pneus que, de acordo com a corporação, seria utilizada por manifestantes para fechar vias do Distrito Federal durante protestos. O material foi recolhido, na manhã desta segunda-feira (12/3), na entrada do Núcleo Rural 26 de Setembro e no Condomínio Cooperville, localizados em Taguatinga.

 

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Clima quente
Na sexta-feira (9), o clima esquentou quando um grupo de moradores do Núcleo Rural 26 de Setembro, que fica próximo à Floresta Nacional, entrou em confronto com policiais militares e fiscais da Agência de Fiscalização (Agefis). Um bebê de sete meses passou mal e teria sido levado ao hospital. Por volta das 16h30, eles fecharam a Estrutural, sentido Taguatinga, já no acesso a Brazlândia. Meia hora depois, liberaram a pista.

O Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) foi acionado, pois as pessoas queimaram pneus e fizeram barreiras com contêiners para evitar a entrada dos tratores que derrubariam as construções no Condomínio Cooperville. A tropa usou spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Os moradores, por sua vez, revidaram atirando paus e pedras nos militares.

De acordo com o líder comunitário Roger Brasil, a família da criança tentava deixar o local de conflito quando uma das bombas de gás lançadas pela PM explodiu muito próximo. “O bebê acabou inalando a fumaça e passou muito mal. No entanto, ele foi levado rapidamente para o hospital, medicado e não corre risco”, disse ao Metrópoles, na sexta (9).

A Secretaria de Saúde, segundo informações, não registrou a entrada de criança com sete meses, vítima de suposta intoxicação por gás, nos hospitais de Ceilândia, Brazlândia, Taguatinga e Samambaia, que seriam os locais próximos ao do Núcleo Rural 26 de Setembro. Explicou, ainda, que o Serviço de Atendimento Móvel e de Urgência (Samu) não recebeu solicitação de atendimento relativo ao caso.

No início da tarde, áudios circularam pelas redes sociais informando que a criança havia morrido. O líder comunitário negou. Cerca de 80 casas foram erguidas recentemente no local. De acordo com o governo, a área é pública.