PL que impede transferência de táxi a herdeiros é aprovado pela CLDF
As mudanças querem alinhar a legislação às transformações tecnológicas do setor, à realidade dos motoristas e à jurisprudência do STF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (16/9), um projeto de lei (PL) que visa promover a atualização da Lei Distrital de número 5.323, que regula o serviço de táxi na unidade da Federação. O projeto foi aprovado de forma unânime.
De autoria do Poder Executivo, as mudanças buscam alinhar a legislação às transformações tecnológicas do setor, à realidade dos motoristas e à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ver todasO texto do PL prevê autorização expressa para o uso de veículos 100% elétricos, que poderão operar nas categorias já existentes — convencional e executivo — sem necessidade de criar uma nova modalidade.
Também permite, em casos justificados, uso de veículos com ano de fabricação anterior ao permitido, desde que respeitados critérios técnicos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA proposta revoga, ainda, permissão para a transferência de autorizações de táxi, inclusive por herança. A iniciativa, segundo a redação, busca atender à decisão do STF, que declarou inconstitucional qualquer forma de transferência da autorização do serviço público de transporte individual.
Por outro lado, segundo o texto do PL, em caso de invalidez do motorista, ainda será possível indicar um parente para continuar o serviço.
Aplicativo e FGTS
Outra mudança proposta na lei é a regulamentação do uso de aplicativos para chamar táxis. As plataformas digitais agora serão permitidas, desde que autorizadas previamente pelo governo e desde que sigam o modelo tarifário oficial, baseado no taxímetro. A modalidade tradicional de radiotáxi segue mantida.
Além disso, nas alterações foram retiradas exigências burocráticas incompatíveis com a realidade dos motoristas autônomos, como a apresentação de certidões trabalhistas e de FGTS — documentos voltados para empresas. Agora, a legislação passará a reconhecer expressamente o enquadramento desses profissionais como Microempreendedores Individuais.
Segundo o governo, as mudanças são pontuais, mas estruturantes, e têm como objetivo trazer mais clareza, agilidade e modernidade ao serviço de táxi no Distrito Federal.
Aprovado pelos deputados distritais, o PL segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha.



