PGR: celulares perdidos no meio da investigação do 8/1 são encontrados

O tenente Rafael Martins e o coronel Paulo José da PMDF sentiram falta de celulares e um laptop que haviam sido apreendidos

atualizado

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1 de 1 atos-antidemocraticos-compressed - Foto: Marcus Rodrigues/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encontrou os celulares e o laptop de dois policiais militares do Distrito Federal que haviam sido dado como “perdidos”. O tenente Rafael Martins e o coronel Paulo José, ambos da PMDF, tiveram pertences pessoais apreendidos no âmbito da investigação dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Porém, quando os itens foram devolvidos pela Polícia Federal (PF), os oficiais sentiram falta de celulares e laptops.

A situação foi relatada ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito que apura suposta omissão durante o 8/1. A Corte notificou a PGR e a PF a fim de localizar os aparelhos.

Na segunda-feira (9/6), a PGR informou que havia localizado os aparelhos. São:

  • um celular Xiaomi, de Paulo José;
  • um laptop, de Rafael Martins; e
  • um iPhone 7, de Rafael Martins.

Apesar do informe, a PGR não detalhou onde estavam os itens nem o motivo de eles não terem sido devolvidos antes. “Comunica, assim, a viabilidade de retirada dos bens pelas partes requerentes”, limitou-se.

Em nota, a defesa de Paulo José considerou “grave” o desaparecimento momentâneo do material. “O telefone celular do Cel. Paulo José já deveria ter sido entregue há muito tempo, em fase processual anterior às alegações finais. Se isso tivesse acontecido teria sido de grande valia para a defesa, que poderia ter feito provas mais robustas de suas teses, se contraposto às equivocadas acusações e contextualizado adequadamente os fatos”, completou.

A defesa de Rafael ainda não se manifestou.

Julgamento

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) havia marcado para o fim deste mês de junho o julgamento dos militares que integravam a cúpula da PMDF à época dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.

O julgamento seria realizado de forma virtual, entre os dias 13 e 24 de junho. Porém, na tarde de quarta-feira (11/6), o tema foi retirado de pauta. Agora, o STF deve marcar nova data.

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Ex-comandante do Departamento de Operações (DOp) da PM-DF também foi indiciado no relatório final
Coronel Fábio Augusto Vieira
Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues
Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra
Coronel Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em 8 de janeiro de 2023
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Coronel Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em 8 de janeiro de 2023

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Ex-comandante do Departamento de Operações (DOp) da PM-DF também foi indiciado no relatório final
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Ex-comandante do Departamento de Operações (DOp) da PM-DF também foi indiciado no relatório final

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Coronel Fábio Augusto Vieira

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Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues

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Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra

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Veja quem são os réus:

  • coronel Fábio Augusto Vieira: era comandante-geral da PMDF no dia 8 de janeiro;
  • coronel Klepter Rosa Gonçalves: era subcomandante da PMDF no dia 8 de janeiro e foi nomeado para o cargo de comandante-geral em 15 de fevereiro;
  • coronel Jorge Eduardo Naime Barreto: era comandante do Departamento de Operações em 8 de janeiro, mas tirou licença do cargo em 3 de janeiro;
  • coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: estava no comando do Departamento de Operações no lugar de Naime, em 8 de janeiro;
  • coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues: era chefe do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF em 8 de janeiro;
  • major Flávio Silvestre de Alencar: atuou no dia 8 de janeiro; e
  • tenente Rafael Pereira Martins: atuou no dia 8 de janeiro.

Quando o plenário virtual é aberto, o relator do processo — nesse caso, Moraes — insere o voto no sistema. Em seguida, o plenário fica aberto para que os outros ministros possam votar com ou contra o relator. Por isso, o resultado pode sair no mesmo dia de abertura do julgamento ou dias depois.

 

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