PF derruba fraude de R$ 28 milhões contra o Sistema Financeiro Nacional

Foi determinado o sequestro de valores da organização criminosa, bem como o de um apartamento no Rio de Janeiro avaliado em R$ 5 milhões

atualizado 26/11/2020 7:23

Ao todo, conforme a PF, das 623 ordens judiciais expedidas pela Justiça de Minas Gerais, 6 estão sendo cumpridas em Mato Grosso, sendo 3 de prisões e 3 de busca e apreensãoRafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26/11), a 13ª fase da Operação Descarte, denominada Canal Seguro. A ação mira uma organização criminosa dedicada à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O esquema ilegal movimentou mais de R$ 28 milhões, segundo a PF. São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

A investigação contou com a participação da Receita Federal e do Ministério Público Federal e teve início a partir de provas produzidas no âmbito da Operação Descarte e seus desdobramentos.

Os investigados são suspeitos de desviar valores de instituição financeira, além de cometer crimes contra a ordem tributária e lavagem de ativos, tendo como vítima uma corretora de seguros que detém exclusividade na venda de seguros anunciados por empresa pública federal.

Entre 2014 e 2016, três diretores da companhia teriam praticado atos de gestão fraudulenta e desviado valores que podem chegar a R$ 28.300.069,21, mediante diversas transferências a título de pagamento por prestação de serviços superfaturados, ou que na verdade não foram realizados.

Foi determinado o sequestro de valores que, somados, superam R$ 27 milhões, bem como o de um apartamento no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 5,5 milhões. Foi também determinada a suspensão do exercício da atividade de natureza econômica ou financeira pelos três diretores diretamente envolvidos nas fraudes investigadas.

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