Lava Jato: PF investiga ex-funcionário acusado de corrupção na Petrobras

Policiais federais cumprem, nesta quinta-feira (26/11), dois mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis e Araruama

atualizado 26/11/2020 7:48

policia federal eleicoes sp 2020Fábio Vieira/Especial Metrópoles

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26/11), em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), a Operação Sem Limites V, 78ª fase da Operação Lava Jato. O objetivo é aprofundar as investigações sobre práticas criminosas cometidas na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização.

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis (RJ) e Araruama (RJ). As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

Segundo a PF, o investigado, que é ex-funcionário da empresa, já foi alvo da 57ª fase da Operação Lava Jato.

As investigações tiveram início após a deflagração da chamada Operação Sem Limites, que teve por objetivo o cumprimento de prisões e buscas e apreensões de integrantes de organização criminosa responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e outros derivados entre a estatal e trading company estrangeiras.

Delação
Após o cumprimento das medidas, no final de 2018, e o oferecimento de acusações criminais, executivos ligados à empresa estrangeira investigada celebraram acordos de colaboração premiada com o MPF.

Os executivos da empresa, com base em elementos probatórios por eles apresentados e outros já constantes dos autos dos inquéritos policiais, narraram que o então funcionário da estatal teria recebido cerca de US$ 2,2 milhões, entre 2009 e 2015, para favorecer a trading company em negociações de compra de combustíveis marítimos fornecidos pela Petrobras.

As vantagens indevidas seriam recebidas em espécie no Brasil e, na sequência, repartidas pelo investigado com outros então funcionários da estatal integrantes do esquema criminoso.

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Existem ainda indícios de que outras empresas estrangeiras também teriam pago vantagens indevidas ao ex-agente público relacionadas a operações de compra e venda de combustíveis marítimos com a estatal brasileira.

Sem Limites V
A investigação policial recebeu o nome de Operação Sem Limites V por vinculação direta com as investigações da Operação Sem Limites (57ª fase), Sem Limites II (71ª fase), Sem Limites III (76ª fase) e Sem Limites IV (77ª fase), as quais fazem alusão à transnacionalidade dos crimes praticados que ocorreram a partir de operações comerciais envolvendo empresas estrangeiras e com pagamentos de propina no exterior.

As medidas cumpridas nesta quinta-feira (26/11) têm, entre outros objetivos, fazer cessar a atividade delitiva e aprofundar o rastreamento dos recursos de origem criminosa.

A Polícia Federal segue nas investigações para identificar e responsabilizar os suspeitos de atentarem contra a estatal que foi vítima de articulações criminosas.

Os investigados responderão pela prática, entre outros crimes, de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

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