Corregedora-geral do MPF pede cópia de dados sigilosos da Lava Jato
O objetivo é identificar supostas irregularidades no conteúdo armazenado pela força-tarefa de Curitiba (PR)

A Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal (MPF), por intermédio da corregedora Elizeta de Paiva Ramos, determinou que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR) forneça cópia do banco de dados sigilosos da operação. O objetivo é identificar supostas irregularidades no conteúdo.
A manifestação ocorre diante da revogação da decisão liminar que permitia o compartilhamento de dados entre as forças-tarefa no Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo com a Procuradoria-Geral da República. A decisão foi tomada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fachin é o relator da ação e revogou a decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. No dia 9 de julho, Toffoli atendeu a um pedido da PGR, que relatou ao Supremo ter enfrentado “resistência ao compartilhamento” e à “supervisão de informações” por parte dos procuradores da República. Na época, o Judiciário estava em recesso e Toffoli tomou a decisão monocraticamente.
No entendimento de Elizeta, não há relação entre a decisão de Fachin e o trabalho de fiscalização da Lava-Jato realizado pelo MPF. A corregedora é aliada do procurador-geral da República, Augusto Aras, que, quatro dias após parecer de Fachin, recorreu da decisão.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA PGR pediu revisão da decisão do ministro ou para que o caso fosse a julgamento na Corte. Para os procuradores, os integrantes das forças-tarefas são designados pela PGR. Dessa forma, não podem reter informações sobre as investigações em andamento.













