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Distrito Federal

PCDF prende acusados de grilagem, entre eles, policiais civis

Oito pessoas foram alvos de duas operações deflagradas pela Dema. Elas são acusadas de parcelar irregularmente chácaras do Gama

22/11/2018 13:26, atualizado 22/11/2018 18:12
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Reprodução/PCDF
PCDF prende acusados de grilagem, entre eles, policiais civis

A Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil deflagrou duas operações simultâneas na manhã desta quinta-feira (22/11) para combater a grilagem de terras na região da Ponte Alta, no Gama.

Lotes já haviam sido demarcados pelos criminosos que faturariam R$ 13,8 milhões com a venda dos parcelamentos de terra. A PCDF prendeu, temporariamente, oito pessoas e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou as investigações e participou das duas operações.

De acordo com as investigações, a operação Flor do Cerrado identificou um esquema voltado para os crimes de parcelamento irregular do solo, dano ambiental, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Os grileiros desenharam o mapa do loteamento irregular incluindo uma chácara que foi parcelada em 213 lotes. Cada terreno media 400m² e estava sendo vendido a R$ 65 mil.

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Um laudo pericial produzido pela polícia aponta que a área está inserida em uma zona rural de uso controlado. Faz parte da Bacia Hidrográfica do Corumbá e situa-se no interior da Unidade de Conservação da Área de Proteção (APA) Ambiental do Planalto Central e da Área de Proteção de Manancial (APM) Olho D’Água. O Plano de Manejo proíbe o parcelamento do solo para fins urbanos neste local.

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Os grileiros já haviam demarcado a região e venderiam os lotes por cerca de R$ 65 mil cada
Os peritos da Polícia Civil identificaram que o o loteamento irregular estava dentro de uma Área de Preservação Ambiental (APA)
Durante a operação da Dema, oito pessoas foram presas por se beneficiarem com a grilagem de terras
Caso vendessem todos os lotes, os grileiros faturariam cerca de R$ 13,8 milhões
A Dema identificou que 214 lotes foram demarcados ilegalmente, na Ponte Alta do Gama
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A Dema identificou que 214 lotes foram demarcados ilegalmente, na Ponte Alta do Gama

Reprodução/PCDF
Os grileiros já haviam demarcado a região e venderiam os lotes por cerca de R$ 65 mil cada
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Os grileiros já haviam demarcado a região e venderiam os lotes por cerca de R$ 65 mil cada

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Os peritos da Polícia Civil identificaram que o o loteamento irregular estava dentro de uma Área de Preservação Ambiental (APA)
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Os peritos da Polícia Civil identificaram que o o loteamento irregular estava dentro de uma Área de Preservação Ambiental (APA)

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Durante a operação da Dema, oito pessoas foram presas por se beneficiarem com a grilagem de terras
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Durante a operação da Dema, oito pessoas foram presas por se beneficiarem com a grilagem de terras

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Caso vendessem todos os lotes, os grileiros faturariam cerca de R$ 13,8 milhões
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Caso vendessem todos os lotes, os grileiros faturariam cerca de R$ 13,8 milhões

Lei de Gerson
A outra operação, batizada de Lei de Gerson, também foi desencadeada na região da Ponte Alta. Na ação, três pessoas foram presas, entre elas um policial civil aposentado e um da ativa.

Nas residências e escritórios dos investigados foi apreendida farta documentação relacionada com a venda de lotes no local, dentre eles, diversas cessões de direitos, cheques, mapas, notas promissórias, além de computadores e aparelhos celulares, os quais serão encaminhados para a perícia para degravação. Somadas, as penas para os crimes investigados somam 33 anos de reclusão.