Prédio interditado em Taguatinga será parcialmente demolido. Veja vídeo
Engenheiro civil responsável pela demolição diz que a previsão é que o serviço seja feito entre 10 a 15 dias para evitar novos colapsos
atualizado
Compartilhar notícia

O prédio interditado em Taguatinga Norte (DF) após o desabamento de uma marquise terá a parte da frente demolida para evitar colapsos futuro. Parte do imóvel desabou na noite dessa quarta-feira (14/1).
A informação foi repassada por Rafael Schroder, engenheiro civil contratado pelo síndico do prédio. Ele afirma que o prazo para efetuar o serviço será de 10 a 15 dias.
“Nós iremos tirar toda a parte da frente e mitigar esse risco de colapso de outras estruturas. Até lá, o imóvel está embargado pela Defesa Civil. Somente depois que a gente afastar os riscos, solicitaremos uma vistoria da Defesa para liberar a edificação novamente para ser utilizada”, explicou.
Segundo o engenheiro, a estrutura colapsou por conta de uma infiltração recorrente.
“É um fenômeno que vem acontecendo há bastante tempo e foi ignorado aí, provavelmente, pelo responsável”, pontuou.
Rosileine Rodrigues, de 55 anos, que mora no prédio conta que o apartamento onde a marquise caiu é de um ex-morador que vendeu a propriedade recentemente. Segundo ela, ele costumava deixar o local fechado.
“Tiveram de arrebentar o cadeado na porta, que a nova dona autorizou. Quando entraram no lugar, tava tudo mofado e com goteira”, destacou.
Sobre a queda
- Na noite desta quarta-feira (14/1) a marquise do prédio caiu e, após um vistoria, a Defesa Civil do Distrito Federal, interditou o imóvel por risco de queda;
- “Durante a vistoria, foram constatadas infiltrações e a queda parcial da marquise frontal, que se encontrava apoiada sobre a laje e a sacada do terceiro pavimento, caracterizando situação de risco”, informou a Defesa Civil em nota;
- O prédio, de três andares, tem quatro apartamentos por andar. Mas no momento. Apenas uma mãe e a filha dela moravam no local.
- O apartamento em que a marquise caiu é de um ex-proprietário que vendeu a residência e, desde então, nunca mais apareceu no local, segundo testemunhas;
Sentimento de “livramento”
A moradora do prédio disse que foi um “livramento de Deus” ninguém ter se ferido com a queda da laje. Ela conta que havia saído de casa por poucos minutos para comprar açaí e, ao retornar, viu a rua do prédio tomada de bombeiros e pedaços da tijolos caídos na pista. Segundo ela, o local é sempre muito movimentado, mas no dia, não havia ninguém na rua.
No momento do acidente a filha dela estava no apartamento.
“Foi questão de dois minutinhos eu ter saído de casa quando aconteceu. Eu até achei que seria acidente de carro, porque aqui é movimentado, mas aí os bombeiros me explicaram o que tinha acontecido”, disse.
Ela tentou voltar ao apartamento para ver como estava a filha, mas por questões de segurança, foi impedida.
“Os bombeiros não deixaram eu entrar. Eu expliquei e nesse momento eu só liguei para ela. Ela falou que estava bem e que sentiu o chão tremer”, ressaltou.
















