Operação investiga corrupção em contratos de alimentação do Iges-DF

PCDF e MPDFT cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de sequestro de bens imóveis nesta quinta-feira (13/11)

atualizado

metropoles.com

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JP Rodrigues/Metrópoles
Hospital de Base do DF - Metrópoles
1 de 1 Hospital de Base do DF - Metrópoles - Foto: JP Rodrigues/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) deflagraram a terceira fase da Operação Escudero, lançada para investigar suposto esquema de corrupção no contrato de alimentação de pacientes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF). O Metrópoles apurou que a Salutar, empresa que fornecia alimentação para pacientes e acompanhantes nos hospitais do Instituto, foi alvo da operação de hoje.

Nesta quinta-feira (13/11), investigadores cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no DF, nas residências dos envolvidos e em órgão público, e dois mandados de sequestro de bens imóveis. A apuração trabalha com a hipótese de prática dos crimes de tráfico de influência, corrupção, lavagem de capitais e organização criminosa.

A operação investiga suposto esquema de corrupção envolvendo os contratos de R$ 300 milhões de alimentação do Iges-DF com a empresa Salutar. A diligência policial teve início em abril de 2023. No curso das apurações, foram observados vários elementos de que o serviço é prestado de forma precária, o que tem gerado falta de insumos, atrasos nas entregas e carência de equipamentos adequados à produção de alimentos e ocasionado diversos transtornos ao plano nutricional dos enfermos, dificultando, assim, a plena recuperação dos pacientes.

As investigações da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR) revelaram a existência de um suposto grupo que atuava para facilitar repasses de recursos públicos ao Iges-DF. O dinheiro público era posteriormente destinado a empresa contratada sem a comprovação da efetiva prestação dos serviços.

Segundo os investigadores, as novas diligências foram cumpridas com o objetivo de colher elementos a fim de robustecer a prova dos crimes já identificados, bem como identificar possíveis outros participantes do esquema de corrupção.

Outro lado

O Iges-DF informou que não teve acesso aos detalhes da operação deflagrada nesta quinta-feira e pontuou que já havia rescindido o contrato com a empresa envolvida desde o início deste ano. Em nota enviada à reportagem, o instituto afirmou que tem cooperado com as autoridades e permanece à disposição para fornecer as informações e esclarecimentos necessários ao avanço das investigações.

Metrópoles tenta contato com a empresa Salutar. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

1ª Fase

Durante a primeira fase da Escudeiro, a PCDF cumpriu, na manhã de 28 de agosto de 2024, 20 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao núcleo empresarial da prestadora dos serviços e a servidores do Iges-DF, além da própria sede do Iges. As diligências foram realizadas no Distrito Federal e nas capitais dos estados de Goiás e Amapá.

2ª Fase

A segunda fase da operação foi deflagrada em 1º de novembro de 2024. A investigação visava apurar indícios de crimes cometidos por um analista do Ministério Público da União (MPU) enquanto exercia o cargo de assessor chefe de Gabinete da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Ministério Público do DF e Territórios (1ª Prosus).

Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do servidor, localizada em Sobradinho (DF), com o objetivo de consolidar os elementos probatórios para a conclusão do inquérito em andamento, além de apurar a eventual participação de outros envolvidos.

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