Na Mira

Vídeo: com salário de R$ 8 mil, sargento ostentação vivia em mansões

Imóveis localizados em Vicente Pires foram alvos da megaoperação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (16/11)

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
RONIE PETER FERNANDES DA SILVA
1 de 1 RONIE PETER FERNANDES DA SILVA - Foto: Reprodução

A vida do terceiro sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Ronie Peter Fernandes da Silva (foto em destaque), preso durante a Operação S.O.S. Malibu, deflagrada na manhã desta terça-feira (16/11), é digna de telas de cinema. Suspeito de liderar uma quadrilha de agiotas, conforme revelou o Metrópoles, o PM morava em mansões, tinha coleção de carros de luxo e, constantemente, fazia viagens a praias paradisíacas.

Toda a rotina de ostentação era registrada nas redes sociais. Apesar de o contracheque do PM indicar vencimentos de R$ 8 mil, o sargento acumulou mais de R$ 8 milhões em contas bancárias com a prática criminosa.

Vídeo: com salário de R$ 8 mil, sargento ostentação vivia em mansões - destaque galeria
10 imagens
Thiago Fernandes, irmão do policial, também foi preso pela PCDF
Investigados moravam em mansão
Sargento da PM tem salário de R$ 8 mil
Quadrilha investigada atuava com agiotagem
Polícia apura crimes de extorsão e lavagem de dinheiro
PM mantinha vida de luxo
1 de 10

PM mantinha vida de luxo

Reprodução
Thiago Fernandes, irmão do policial, também foi preso pela PCDF
2 de 10

Thiago Fernandes, irmão do policial, também foi preso pela PCDF

Reprodução
Investigados moravam em mansão
3 de 10

Investigados moravam em mansão

Reprodução
Sargento da PM tem salário de R$ 8 mil
4 de 10

Sargento da PM tem salário de R$ 8 mil

Reprodução
Quadrilha investigada atuava com agiotagem
5 de 10

Quadrilha investigada atuava com agiotagem

Reprodução
Polícia apura crimes de extorsão e lavagem de dinheiro
6 de 10

Polícia apura crimes de extorsão e lavagem de dinheiro

Reprodução
Operação S.O.S Malibu
7 de 10

Operação S.O.S Malibu

Reprodução
Alguns itens foram apreendidos na operação
8 de 10

Alguns itens foram apreendidos na operação

Reprodução
PM foi preso em uma das maiores operações da PCDF
9 de 10

PM foi preso em uma das maiores operações da PCDF

Reprodução
Sargento liderava quadrilha de agiotas
10 de 10

Sargento liderava quadrilha de agiotas

Reprodução

Durante a ação para desarticular a organização criminosa, investigadores da Divisão de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Distrito Federal (DRF/Corpatri) cumpriram mandados de busca e apreensão em duas mansões de propriedade da família do policial. Segundo as apurações, o militar agia em conjunto com o irmão Thiago Fernandes da Silva, que também foi detido. Os imóveis ficam em Vicente Pires, onde ocorreram as prisões.

Em um vídeo publicado por Ronie Silva no Instagram, é possível ver uma das casas, que conta com piscina, área de lazer, churrasqueira, ambientes climatizados e uma garagem repleta de carros importados.

Veja a casa do sargento:

 

S.O.S. Malibu

O esquema milionário de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro capitaneado pelo sargento da PMDF e seu irmão, foi desmantelado em operação deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (16/11), pela Polícia Civil (PCDF). Equipes da DRF cumpriram 15 mandados de busca e 7 de prisão em Vicente Pires, Taguatinga e São Paulo. A operação foi batizada em menção ao nome da concessionária de veículos dos irmãos.

A Operação S.O.S Malibu teve como principais alvos o sargento da PMDF Ronie Peter Fernandes da Silva e seu irmão, o empresário Tiago Fernandes da Silva. Ambos são apontados nas investigações da Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri) como os líderes de uma organização criminosa especializada no empréstimo de dinheiro a juros exorbitantes, caracterizando a agiotagem ou usura.

Confira imagens da operação:

Vídeo: com salário de R$ 8 mil, sargento ostentação vivia em mansões - destaque galeria
9 imagens
Prisão realizada em 16 de novembro
Dinheiro apreendido
Operação S.O.S Malibu
Preso pela PCDF
Operação contra quadrilha de agiotas
Quadrilha era liderada por sargento da PMDF
1 de 9

Quadrilha era liderada por sargento da PMDF

Gustavo Moreno/Metrópoles
Prisão realizada em 16 de novembro
2 de 9

Prisão realizada em 16 de novembro

Gustavo Moreno/Metrópoles
Dinheiro apreendido
3 de 9

Dinheiro apreendido

Reprodução
Operação S.O.S Malibu
4 de 9

Operação S.O.S Malibu

Reprodução
Preso pela PCDF
5 de 9

Preso pela PCDF

Reprodução
Operação contra quadrilha de agiotas
6 de 9

Operação contra quadrilha de agiotas

Reprodução
Operação S.O.S Malibu
7 de 9

Operação S.O.S Malibu

Reprodução
Operação contra quadrilha de agiotas
8 de 9

Operação contra quadrilha de agiotas

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Carros de luxo apreendidos
9 de 9

Carros de luxo apreendidos

Gustavo Moreno/Metrópoles

Quem não pagava as prestações em dia se tornava alvo de violentas ameaças. Durante as cobranças, além de coagir as vítimas, o grupo tomava veículos e exigia a transferência de imóveis dos endividados. A apuração ainda demonstrou que os valores da agiotagem eram ocultados por meio da compra de veículos de luxo registrados em nome de terceiros, além da utilização de empresas de fachada.

Lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações da DRF, nos últimos dois anos, a organização criminosa comprou oito veículos da marca Porsche, de valor unitário próximo a R$ 1 milhão, e, nos últimos seis meses, movimentou mais de R$ 8 milhões, distribuídos em sete contas bancárias.

Três veículos da Porsche e um veículo BMW X4 foram apreendidos durante a operação. Os carros estão avaliados em R$ 3 milhões. Também foram bloqueadas as sete contas bancárias, de pessoas físicas e jurídicas, com o sequestro dos R$ 8 milhões faturados com o esquema.

A engrenagem criminosa era altamente lucrativa e demandava saques em espécie de quantias milionárias. Em ação controlada comunicada à Justiça, equipes de policiais da DRF acompanharam dois saques milionários ocorridos em agências bancárias do DF totalizando de R$ 800 mil e R$ 530 mil.

Organização estruturada

As apurações conduzidas pela PCDF apontaram como funcionava a estrutura da organização criminosa. O esquema era hierarquizado e havia divisão de tarefas. Na cadeia de comando havia os irmãos Ronie e Tiago, que emprestavam os valores e cobravam os endividados, mediante grave ameaça. O sargento da PMDF ainda era responsável pela aquisição dos veículos de alto luxo.

Também foram presos na operação cinco operadores financeiros do grupo, responsáveis pela dissimulação, isto é, pela sequência de transações e saques em contas de empresas de fachada, que visavam conferir aparência lícita aos valores faturados com a agiotagem. Três deles também eram responsáveis pela ocultação do dinheiro, pois cediam os nomes para o registro dos veículos de alto luxo, cujo verdadeiro dono era o sargento Ronie.

Os mandados de prisão, busca domiciliar e apreensão e sequestro foram expedidos pelo juiz da Vara Criminal de Águas Claras. A operação contou com o apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo.

Outro lado
Por meio de nota, a PMDF informou que também apura o caso. “A Polícia Militar já instaurou um procedimento apuratório sobre o caso de imediato. A instituição não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes. Comprovado os indícios de irregularidades ou crime, todas as medidas cabíveis ao caso serão tomadas”, diz o texto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?