PCDF prende advogado e acha carros de luxo em operação contra agiota

Operação Asa Branca desarticulou um esquema de agiotagem instalado em um condomínio de Vicente Pires

atualizado 06/05/2021 7:02

carros de luxo apreendidos pela PCDF em operacao contra agiota em Vicente PiresPCDF/Divulgação

Policiais da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) deflagraram, nessa quarta-feira (5/5), a Operação Asa Branca e desarticularam um esquema de agiotagem instalado em um condomínio de Vicente Pires. Durante a ação, foram apreendidos veículos de luxo, como dois Porshes e uma Mercedes. Um advogado também acabou preso.

A operação investiga a informação de que um morador do local guardava, em um galpão, diversos veículos obtidos como garantia dos empréstimos em dinheiro a juros que fazia.

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O homem, identificado como João Thiago de Sousa Matos, de 37 anos de idade, não estava no imóvel. Porém, no galpão existente em sua casa haviam nove automóveis e um barco, sendo que um dos veículos constava como roubado.

Em buscas realizadas na residência, os policiais apreenderam diversos documentos. Em conversa telefônica com algumas das vítimas, elas confirmaram que tinham deixado seus automóveis como garantia do pagamento dos valores que foram emprestados a juros. Para cada crime praticado, o agiota está sujeito à pena de seis meses a dois anos de prisão.

Os investigadores divulgaram a imagem do suspeito para que possam identificar outras vítimas. Quem tiver mais informações sobre o suspeito pode entrar em contato com a delegacia de Vicente Pires.

agiota
João Thiago de Sousa Matos, de 37 anos

 

Advogado preso
Os policiais também  descobriram que o proprietário do veículo tido como roubado havia realizado uma falsa comunicação de crime. O homem compareceu ao local com seu advogado e prestou esclarecimentos na 38ª DP.

Durante o seu depoimento, os investigadores identificaram que o advogado que o acompanhava possuía mandado de prisão condenatória em aberto por estelionato e de dano em áreas de conservação ambiental, motivo pelo qual foi detido e foi conduzido à carceragem da PCDF. Pela falsa comunicação de crime, o proprietário do veículo pode pegar de um a seis meses de prisão.

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