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Veja fábrica de armas e munições que “Neymar” e “Messi” montaram no DF
Os traficantes “Neymar” e “Messi” colocaram para funcionar uma fábrica clandestina de armas e munições no DF para abastecer criminosos
atualizado
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A operação “Drible Sujo” da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), nesta quinta-feira (12/3), revelou um esquema de tráfico de drogas organizado como se fosse um time de futebol. No entanto, novas descobertas indicam que os chamados “craques” do crime também estavam ampliando o “arsenal do elenco”.
As investigações apontam que os líderes da organização criminosa — conhecidos internamente pelos codinomes “Neymar” e “Messi” — colocaram para funcionar uma fábrica clandestina de armas e munições, destinada a abastecer os próprios integrantes do grupo e também a revender armamentos para outros traficantes da região. Os nomes verdadeiros dos dois não foram revelados.
A descoberta ocorreu durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Em alguns dos endereços, os policiais localizaram materiais e equipamentos que indicam a existência de uma estrutura dedicada à montagem e adaptação de armamentos.
Veja imagens da fábrica de munições:
Arsenal pesado
Durante as diligências, as equipes da PCDF apreenderam centenas de munições, além de 13 armas de grosso calibre. Entre os armamentos encontrados estão:
- Fuzis
- Pistolas
- Escopetas
De acordo com os investigadores, o material seria utilizado tanto para proteger os pontos de venda de drogas da organização quanto para abastecer outros grupos criminosos, ampliando o alcance do negócio ilícito.
A polícia também apura se a produção e adaptação das armas acontecia dentro da própria estrutura da organização ou se havia colaboração de terceiros especializados em armamento.
“Reforço” para o time do crime
Assim como no esquema de tráfico revelado anteriormente, o sistema seguiria uma lógica semelhante à do futebol. Os integrantes conhecidos como “atletas” — responsáveis pela logística da droga — também teriam acesso ao armamento fornecido pelos chefões para atuar na proteção das operações e no transporte de entorpecentes.
Para os investigadores, a descoberta da fábrica clandestina demonstra que o grupo possuía alto grau de organização e planejamento, funcionando praticamente como uma empresa criminosa com diferentes setores.
Além das armas e munições, os policiais apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie e outros materiais que devem ajudar a aprofundar as investigações. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que outros integrantes ainda não identificados participem da rede de distribuição de armas.
Com o avanço das diligências, a expectativa dos investigadores é reunir novas provas que permitam responsabilizar criminalmente todos os envolvidos e interromper definitivamente as atividades do grupo.













