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Na Mira

"Turbinada do Comboio" torrava dinheiro do tráfico com vida de patroa

Mulher presa durante operação da PCDF compartilhava vídeos e fotos de ostentação sempre com mensagens de autoafirmação nas redes sociais

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Reprodução / Redes sociais
“Turbinada do Comboio” torrava dinheiro do tráfico com vida de patroa

Presa durante a Operação Fornitori, deflagrada nesta quinta-feira (18/6) pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) e da 4ª Promotoria de Entorpecentes, Francyara da Silva, conhecida como “Turbinada do Comboio”, exibia nas redes sociais uma rotina de luxo que, segundo as investigações, era financiada pelo tráfico de drogas.

Com pouco mais de 4,2 mil seguidores no Instagram, a investigada postava nas redes sociais a rotina “de patroa” com passeios de moto aquática, churrascos, hospedagens em hotéis de luxo e registros ao lado de veículos de alto padrão.

Em diversas postagens, ela aparecia pilotando embarcações, aproveitando o sol em clubes e lagos ou exibindo passeios em BMWs, demonstrando um padrão de vida incompatível com a renda declarada pelos investigados.

A coluna Na Mira tenta localizar defesa da investigada. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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Mulher ostentava nas redes sociais
Ela exibia nas redes sociais uma rotina de luxo que, segundo as investigações, era financiada pelo tráfico de drogas
Com pouco mais de 4,2 mil seguidores no Instagram, a morena, é conhecida pelos procedimentos estéticos e cirurgias plásticas
Ela é investigada pela PCDF
Passeios de moto aquática, dias de lazer à beira do lago, churrascos, hospedagens em hotéis de luxo e registros ao lado de veículos de alto padrão faziam parte do conteúdo publicado por Francyara
Investigada presa em operação de tráfico de drogas
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Investigada presa em operação de tráfico de drogas

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Mulher ostentava nas redes sociais
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Mulher ostentava nas redes sociais

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Ela exibia nas redes sociais uma rotina de luxo que, segundo as investigações, era financiada pelo tráfico de drogas
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Ela exibia nas redes sociais uma rotina de luxo que, segundo as investigações, era financiada pelo tráfico de drogas

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Com pouco mais de 4,2 mil seguidores no Instagram, a morena, é conhecida pelos procedimentos estéticos e cirurgias plásticas
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Com pouco mais de 4,2 mil seguidores no Instagram, a morena, é conhecida pelos procedimentos estéticos e cirurgias plásticas

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Ela é investigada pela PCDF
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Ela é investigada pela PCDF

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Passeios de moto aquática, dias de lazer à beira do lago, churrascos, hospedagens em hotéis de luxo e registros ao lado de veículos de alto padrão faziam parte do conteúdo publicado por Francyara
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Passeios de moto aquática, dias de lazer à beira do lago, churrascos, hospedagens em hotéis de luxo e registros ao lado de veículos de alto padrão faziam parte do conteúdo publicado por Francyara

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Vida de “patroa”

De acordo com a apuração policial, os recursos utilizados para manter a rotina de ostentação teriam origem no tráfico de drogas comandado pela facção criminosa Comboio do Cão.

Os investigadores identificaram que o companheiro de Francyara utilizava contas bancárias registradas em nome dela para movimentar recursos da organização e pulverizar valores provenientes da venda de entorpecentes.

Embora a corporação não tenha divulgado oficialmente a identidade da investigada, a coluna Na Mira apurou tratar-se de Francyara da Silva, conhecida como “Turbinada do Comboio”.

Operação Fornitori

Francyara e o companheiro, moradores de Anápolis (GO), foram alvos de mandados de prisão temporária com prazo de 30 dias. A operação busca desarticular os braços financeiro e logístico da facção criminosa.

Diferentemente das fases anteriores, que tiveram como foco lideranças e executores, esta etapa concentra esforços nos responsáveis pelo abastecimento interestadual de drogas e no núcleo encarregado de lavar os recursos obtidos com a atividade criminosa.

Ao todo, cerca de 120 policiais cumprem 15 mandados de prisão temporária e 20 de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul.

As investigações, iniciadas em 2023, revelaram uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de funções e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial. Empresas de fachada, imóveis e veículos de luxo registrados em nome de terceiros eram utilizados para dissimular a origem dos recursos movimentados pelo grupo.

Ostentação sob investigação

A exibição de automóveis de luxo e embarcações, incompatível com os rendimentos oficialmente declarados, chamou a atenção dos investigadores e reforçou os indícios de lavagem de dinheiro. As apurações também apontam o uso de familiares e terceiros para movimentar valores vinculados à facção.

A organização criminosa já foi associada à apreensão de mais de seis toneladas de maconha em 2023 e de outras duas toneladas da droga interceptadas recentemente em Mato Grosso do Sul.

Além das prisões, a Justiça autorizou o sequestro de imóveis e veículos e determinou o bloqueio de contas bancárias em até R$ 1 milhão por investigado ou empresa ligada ao esquema.

A decisão judicial também determinou o sequestro de sete imóveis, entre eles um lote urbano em Bela Vista/MS, uma casa em Anápolis/GO, um imóvel em condomínio fechado de alto padrão na região de Abadiânia/GO, um terreno em condomínio fechado de alto padrão em São José do Rio Preto/SP, uma casa de alto padrão em Caldas Novas/GO, uma casa em Taguatinga/DF e um imóvel comercial, onde funciona uma fábrica e lanchonete, também em Taguatinga/DF. Os imóveis são avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 4,6 milhões.

A medida também alcançou seis veículos, estimados em cerca de R$ 1,5 milhão. Assim, o patrimônio inicialmente atingido pelas medidas cautelares soma aproximadamente R$ 6,1 milhões, valor que ainda poderá aumentar com a apreensão de dinheiro, joias, outros veículos, bens de valor e ativos identificados durante o cumprimento dos mandados.

Os envolvidos poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.