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“Sufocada com travesseiro”: senadora expõe relação abusiva com juiz. Veja vídeo
Durante semininário no TJPB, a senadora Daniela Ribeiro (PP) expôs situações de violência que viveu durante o casamento de 6 anos
atualizado
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A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que já foi vítima de violência doméstica, falou sobre o relacionamento abusivo de seis anos que teve com um juiz. Durante o Seminário sobre Violência contra a Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba, ela revelou que foi sufocada com travesseiro, ameaçada e coagida por várias vezes.
Veja o relato:
Ao detalhar a relação e as situações degradantes que viveu, Daniela disse que fez uma tatuagem com o nome do ex-marido para que pudesse ir ao shopping em uma tarde com as amigas.
Daniella Ribeiro contou que foram seis anos de abusos e violência psicológica. Durante esse tempo, para compensar e tentar reatar a relação, “vinham flores”.
A senadora revelou que, em um ano, ela fez seis viagens ao exterior – organizadas pelo ex-marido – para compensar as agressões, ameaças e chantagens.
“O abusador faz o seguinte: primeiro, ele consegue fazer com que você acredite que tudo é culpa sua.”
Sem saber o que fazer, ela passou a gravar as conversas com o agressor e mostrou para a psicóloga que perguntou se ela conhecia a lei Maria da Penha e indicou que ela relesse o texto da legislação de proteção às mulheres vítimas de violência. Só então, a parlamentar caiu em si e procurou ajuda.
“Vou matar eu e você”
Ainda no relato, Daniela Ribeiro disse ao desembargador que participava do seminário que sofreu uma tentativa de homicídio no mesmo prédio onde o magistrado mora.
“Enquanto o senhor estava na sua casa, no seu apartamento, que é no mesmo prédio que eu mora, eu muitas vezes estava embaixo de um travesseiro sendo sufocada. E a pessoa que fazia isso, do lado de fora, era um mestre em ser socialmente agradável”.
“Ele consegue, em um dia, te colocar dentro de um carro e dizer: ‘Vou matar eu e você’ porque você conversou dois minutos a mais com fulano de tal”, relevou a senadora.
O nome do agressor e as providências jurídicas relacionadas ao caso não foram informadas pela senadora durante o seminário.
