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Sargento da PMDF foi preso e indiciado por ajudar advogado estuprador em Águas Claras
Com prisão decretada por estupro, o suspeito se preparava para deixar o local quando foi interceptado pelos policiais militares e civis
atualizado
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O advogado André Luiz Alves da Fonseca, investigado por se passar por delegado e dopar uma jovem de 23 anos no Distrito Federal, tentou fugir com a ajuda de um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na madrugada deste sábado (14/3).
A tentativa de fuga, no entanto, foi frustrada por equipes da PM e agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que prenderam ambos ainda na garagem de um prédio em Águas Claras. A prisão ocorreu durante ação da 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul, responsável pela investigação.
Segundo os investigadores, o suspeito se preparava para deixar o local quando foi interceptado pelos policiais militares e civis. De acordo com a apuração, o sargento da PMDF teria ajudado o investigado na tentativa de fuga. Os dois foram conduzidos para a delegacia para prestar esclarecimentos.
Autuação por favorecimento pessoal
Na delegacia, o militar foi autuado por favorecimento pessoal, crime caracterizado por ajudar alguém a escapar da ação da Justiça. Após a formalização do procedimento, o sargento assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.
Já o advogado permaneceu preso temporariamente por determinação judicial. Segundo as investigações, André Luiz Alves da Fonseca se apresentava como delegado de polícia para ganhar a confiança de vítimas. Em alguns casos, ele afirmava poder ajudar mulheres a conseguir emprego no Distrito Federal.
Foi dessa forma que ele teria marcado um encontro com a jovem de 23 anos, estudante de direito, que buscava trabalho. O encontro aconteceu em uma lanchonete de Águas Claras. Durante a conversa, o suspeito ofereceu um refrigerante à vítima. Após ingerir a bebida, ela começou a sentir forte sonolência e desorientação.
Vítima acordou nua
De acordo com o relato prestado à polícia, a jovem perdeu a consciência e só voltou a despertar no dia seguinte. Ela afirma que acordou completamente nua na cama do investigado, que vestia apenas cueca. Ainda desorientada, conseguiu se vestir e deixar o apartamento.
A vítima entrou em um carro de aplicativo e, ao perceber o estado da passageira, o motorista decidiu levá-la diretamente para a 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, onde o caso foi registrado.
A vítima passou por exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico. O caso foi encaminhado para a 21ª DP, que conduz o inquérito.
A investgação
Segundo a Polícia Civil, foram adotadas medidas prioritárias de acolhimento, preservação de vestígios e realização de exames periciais.
Registros no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios indicam que André Luiz Alves da Fonseca já responde a processos por violência doméstica e por uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.
A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime e verificar se há outras possíveis vítimas. A defesa do investigado não havia se manifestado até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para posicionamento.
