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Policial fake que dopou e estuprou jovem em Águas Claras é advogado

O investigado é André Luiz Alves da Fonseca, de 41 anos. Segundo a polícia, ele costumava se apresentar como delegado, mas é advogado no DF

atualizado

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O homem que se apresentava como delegado de polícia, mas que na realidade é advogado com inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil – seccional do Distrito Federal (OAB-DF), foi preso temporariamente após investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A prisão foi realizada por agentes da 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul, que apuram a denúncia de que ele dopou e estuprou uma jovem de 23 anos durante um encontro que seria uma falsa entrevista de emprego.

O investigado é André Luiz Alves da Fonseca, de 41 anos. Segundo a polícia, ele costumava se apresentar como delegado, exibindo fotos fardado e prometendo ajudar mulheres a conseguir trabalho.

O crime teria ocorrido na noite de terça-feira (10/3), em uma lanchonete localizada em Águas Claras. De acordo com o relato da vítima, o suspeito ofereceu um refrigerante durante o encontro. Após ingerir a bebida, ela começou a sentir forte sonolência e desorientação.

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O homem costumava postar imagens fardado, apesar de não ser policial
André Luiz se apresentava como delegado de polícia em perfis de namoro
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Bebida oferecida durante encontro

  • A jovem contou que conheceu o homem por meio de uma amiga, que havia tido contato com ele em um aplicativo de relacionamento. O suspeito afirmava ser policial e disse que poderia ajudá-la a conseguir emprego no Distrito Federal.
  • Nas mensagens trocadas antes do encontro, a vítima relatou que tinha experiência em vendas e buscava trabalho. O homem perguntou se ela tinha interesse em trabalhar em uma empresa ou montar um negócio e marcou um encontro para uma suposta entrevista.
  • A reunião foi combinada para as 20h em uma lanchonete de Águas Claras. Segundo a jovem, ele chegou cerca de uma hora atrasado, vestindo camisa camuflada e dizendo que estava em serviço.

Ataque com medicamento

Durante a conversa, pediu refrigerante para ambos e, em determinado momento, ofereceu o próprio guaraná. Foi logo após ingerir a bebida que a vítima começou a passar mal.

Quando disse que iria embora, o homem ofereceu levá-la para casa. Ela recusou e afirmou que pediria um carro por aplicativo. A partir desse momento, segundo o depoimento, não se lembra de mais nada.

A vítima afirma que permaneceu dopada por mais de 24 horas dentro da casa do suspeito. Ela relatou que só voltou a recobrar a consciência na manhã de quarta-feira (11/3).

Totalmente dopada

Ao acordar, percebeu que estava completamente nua na cama do investigado, que vestia apenas cueca. Ainda desorientada e com dificuldade para se equilibrar, conseguiu se vestir e sair do apartamento.

Em estado de choque, entrou em um carro de aplicativo. Ao perceber o estado da passageira, o motorista decidiu levá-la diretamente para a 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, onde o caso foi registrado. Ela foi submetida a exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, desde o primeiro momento foram adotadas medidas prioritárias de atendimento à vítima, incluindo acolhimento, encaminhamento para medicação, preservação de vestígios e realização de exames periciais.

Histórico criminal

O caso foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul, responsável pela investigação, já que o crime teria ocorrido em sua área de atuação. O inquérito policial tramita com prioridade para esclarecer as circunstâncias do crime, reunir provas e identificar possíveis outras vítimas.

De acordo com registros no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, André Luiz Alves da Fonseca já responde a processos por violência doméstica e por uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.

A defesa do investigado ainda não havia sido localizada para comentar as acusações até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para manifestação.

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