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Saiba quem é a mulher que comandava rota de armas entre o CV e o PCC

Investigada é ex-esposa de Elton Leonel da Silva, conhecido como “Galã” e um dos ex-chefes do PCC. Ela também é nora de pecuarista falecido

atualizado

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1 de 1 ana-paraguaya - Foto: Redes Sociais/Reprodução

A mulher presa por participar de um “consórcio” entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, é Ana Lucia Ferreira (foto em destaque). Conhecida como Ana Paraguaya, ela está presa na Penitenciária II de Tremembé, no litoral paulista.

A parceria foi firmada pelos criminosos para garantir o abastecimento de armas de fogo e drogas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

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Momento em que Ana Lucia foi presa
Ana Lucia Ferreira
Ela é conhecida como Ana Paraguaya
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Momento em que Ana Lucia foi presa

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Ana Lucia Ferreira

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Ana foi presa durante a Operação Bella Ciao, deflagrada nessa quinta-feira (3/7) pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) contra o conluio entre as organizações criminosas.

A investigação revelou uma rede de pessoas, empresas de fachada, contas bancárias de “laranjas”, além de um logística interestadual para mobilização e dissimulação dos produtos e ativos ilícitos, com núcleos no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.


Quem é Ana Lúcia

  • Ana Paraguaya é ex-esposa de Elton Leonel da Silva, conhecido como “Galã”, um dos chefes do PCC até ser preso, em 2020. O criminoso era considerado o maior fornecedor de drogas e armas da América Latina.
  • Ela também é nora do falecido empresário e pecuarista Carlos Augusto Flores, o “Carlinhos Flores”, alvo da Operação Omertà, da Polícia Federal (PF). A força-tarefa foi uma das maiores ofensivas contra o crime organizado no Mato Grosso do Sul.
  • Ana Lucia tem uma filha com Rodrigo Antunes Flores, preso em 2024 com Édson Salinas, após serem responsabilizados pela fuga de presos ligados ao crime organizado no Paraguai.
  • Édson ainda é apontado como “sucessor” de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto. Preso em 2019, “Minotauro” – como é conhecido – era o chefe do PCC na fronteira do Brasil com o Paraguai, segundo a polícia.
  • Além disso, Ana Paraguaya seria a interface de Fhillip da Silva Gregório, o “Professor”, com fornecedores de armas do Mato Grosso do Sul.
  • “Professor” articulava um esquema que movimentou mais de R$ 250 milhões e morreu em junho último.

Operação “Bella Ciao”

Além de Ana Lucia, um homem que mobilizava recursos financeiros oriundos de transações ilícitas do CV foi preso no Rio de Janeiro. Ele coordenava pessoalmente a promoção de eventos em comunidades da cidade, para mesclar valores ilícitos obtidos por meio do tráfico e possibilitar a “inserção [desse dinheiro] no sistema financeiro, sob aparência de receita lícita”.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado na Delegacia Seccional de Taubaté (SP) como ocorrência de captura de procurado e localização ou apreensão de veículo.

Veja imagens da operação:

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