“Consórcio das facções”: mulher ligada ao PCC e ao CV é presa em SP

Segundo polícia, a mulher atuava em um “consórcio” das facções, ligado ao PCC e ao CV, para abastecer de armas e drogas o Complexo do Alemão

atualizado

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Agência Brasil
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1 de 1 Imagem colorida mostra muro escrito PCC - Metrópoles - Foto: Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na última quarta-feira (2/7), Ana Lucia Ferreira, conhecida como Ana Paraguaya, acusada de participar de um consórcio do crime, ligando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Ela foi presa na Avenida Vila Velha, no bairro Estiva, em Taubaté, no interior de São Paulo.

Segundo as autoridades fluminenses, a mulher era a interface de Fhillip da Silva Gregório, conhecido como “Professor”, com fornecedores de armas do Mato Grosso do Sul. Professor foi morto em junho.

Ana estaria envolvida em um “consórcio” do crime, que reunia integrantes do PCC e do CV e buscava abastecer de armas de fogo e drogas o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

Além disso, a polícia do Rio de Janeiro ainda afirmou que a mulher é ex-esposa de um chefe do PCC, preso no rio em 2020, e que atuaria diretamente na fronteira do Brasil com o Paraguai.


Operação “Bella Ciao”

  • Ana foi presa em uma operação chamada “Bella Ciao”, deflagrada nesta quinta-feira (3/7), que mirava o consórcio de organizações criminosas.
  • Segundo a polícia fluminense, o grupo, ligado ao PCC e ao CV, movimentava mais de R$ 250 milhões.
  • A investigação revelou uma rede de pessoas, empresas de fachada, contas bancárias de laranjas e logística interestadual para mobilização e dissimulação dos produtos e ativos ilícitos, com núcleos na cidade do Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.
  • Veja vídeo:

 


Além da mulher, um homem que atuava na mobilização de recursos financeiros vindos de transações ilícitas do CV foi preso.

O suspeito coordenava pessoalmente a realização de eventos em comunidades, ocasiões usadas para mesclar dinheiro ilícito com recursos do tráfico, “possibilitando a inserção no sistema financeiro sobre a aparência de receitas ilícitas”. Ele foi preso no Rio de Janeiro.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como captura de procurado e localização/ apreensão de veículo, na Delegacia Seccional de Taubaté.

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) afirmou que negou o pedido de “recambiamento” da presa, ou seja, Ana não voltará ao Rio por ora. Ela deve ficar presa em São Paulo.

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