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Alvos da PCDF, PMs teriam atuado como seguranças em casas de jogo do bicho

Operação deflagrada nesta 3ª levou ao cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão contra cúpula de organização criminosa

atualizado

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PCDF/Divulgação
Operação da PCDF contra jogo do bicho
1 de 1 Operação da PCDF contra jogo do bicho - Foto: PCDF/Divulgação

Alvos da Operação Téssera, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na manhã desta quarta-feira (14/9), oito policiais militares do DF, entre aposentados e da ativa, são suspeitos de atuar como seguranças em casas de jogo do bicho espalhadas por diversas regiões administrativas da capital do país. Um policial penal de Goiás também estaria envolvido no esquema. A ação teve acompanhamento de integrantes do Departamento de Controle e Correição da PMDF. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelos investigadores.

No total, a operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão contra a cúpula do grupo, com foco na direção e nas células de contabilidade, apoio, assessoria, gerenciamento, segurança e recolhimento de recursos.

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Buscas ocorrem no DF, no RJ e em GO
Dinheiro apreendido na Operação Téssera
Líder da quadrilha mora no Rio de Janeiro
Cerca de 300 policiais participaram da operação
Polícia Civil faz operação contra jogo do bicho
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Polícia Civil faz operação contra jogo do bicho

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Buscas ocorrem no DF, no RJ e em GO
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Buscas ocorrem no DF, no RJ e em GO

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Dinheiro apreendido na Operação Téssera
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Dinheiro apreendido na Operação Téssera

Líder da quadrilha mora no Rio de Janeiro
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Líder da quadrilha mora no Rio de Janeiro

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Cerca de 300 policiais participaram da operação
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Cerca de 300 policiais participaram da operação

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A PCDF também realizou prisões em flagrante, devido à apreensão de armas de fogo irregulares. A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).

A coluna apurou que o líder do grupo é um homem de 59 anos, morador do Rio de Janeiro, que tinha passagem pela polícia do DF por porte ilegal de arma de fogo. O bicheiro viajava para Brasília a cada 15 dias para verificar o andamento dos negócios. Nas ocasiões, hospedava-se em um hotel de Águas Claras.

A organização criminosa agia de maneira hierarquizada, com definida divisão de tarefas, segundo a PCDF, e explorava o jogo de azar e a lavagem de milhões de reais. Grande parte desse valor era escoada para o Rio de Janeiro, onde o dinheiro era lavado em uma loja de revenda de veículos.

As ações ocorreram no estado do Rio de Janeiro, em Goiás e, em grande parte, no Distrito Federal, nas regiões da Asa Norte, do Cruzeiro, Gama, Guará, Paranoá, Riacho Fundo, de Águas Claras, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Samambaia, São Sebastião e de Vicente Pires.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro e pela contravenção penal de exploração do jogo do bicho. Somadas, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.

A ação do Decor reuniu cerca de 300 policiais e contou com o apoio dos departamentos de Polícia Especializada (DPE), de Polícia Circunscricional (DPC) e de Atividades Especiais (Depate), todos da Polícia Civil, além do Departamento de Controle e Correição da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Téssera

O nome da operação significa “bilhete” em latim e faz alusão aos comprovantes de apostas do jogo do bicho.

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