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PCC e CV como terroristas: veja quantos faccionados estão presos no DF

O governo dos Estados Unidos anunciaram, nessa sexta-feira (29/5), que incluiram PCC e CV na lista de organizações terroristas estrangeiras

, Repórter de Na Mira29/05/2026 17:11, atualizado 30/05/2026 14:57
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Gui Prímola/Arte Metrópoles
PCC e CV como terroristas: veja quantos faccionados estão presos no DF

Os presídios do Distrito Federal abrigam, atualmente, mais de 500 integrantes de facções criminosas. A maioria é do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização classificada pelos Estados Unidos da América (EUA) como terrorista ao lado do Comando Vermelho (CV)O DF tem 220 presos ativos que fazem parte do PCC, e 76, do Comando Vermelho.

As penitenciárias da capital têm, ainda, 182 faccionados do Comboio do Cão, 20 do Comando Bala Voa (CBV) e 17 da Crime, Maldição e Morte (CMM). Estas duas últimas têm atuação registrada em cidades do Norte e Leste do DF, como Planaltina, Paranoá e Itapoã.

Confira no gráfico:

Os números são de apenados do Complexo Penitenciário da Papuda e da Penitenciária Feminina do DF (PFDF), a Colmeia. Não são considerados internos da Penitenciária Federal de Brasília (PFB), onde estão lideranças do PCC, como Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Analisando os dados, é possível perceber que houve aumento no número de faccionados presos em relação a novembro de 2025, quando a coluna Mirelle Pinheiro apontou que a Papuda contava com 206 filiados ao PCC, 73 ao CV e 183 ao Comboio do Cão.

A Segurança Pública do DF vai na contramão de estados brasileiros, ao deixar pessoas ligadas ao PCC e ao CV em um mesmo presídio. A Polícia Civil (PCDF) entende que forçar a convivência impede que um grupo use a cadeia para recrutar novos integrantes, já que os outros internos são de facções rivais.

“Aqui em Brasília não tem isso de um presídio ser do PCC, e outro, do CV: misturam justamente para frear a expansão de uma e de outra”, explicou o delegado Jorge Teixeira, da PCDF, à coluna Mirelle Pinheiro à época.
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Colmeia também tem faccionadas
EUA classificou PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras
Papuda tem integrantes das facções criminosas PCC e CV
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Papuda tem integrantes das facções criminosas PCC e CV

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Colmeia também tem faccionadas
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Colmeia também tem faccionadas

Reprodução
EUA classificou PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras
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EUA classificou PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras

Gui Prímola/Arte Metrópoles

PCC e CV como terroristas

Na última quinta-feira (28/5), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que classificaria as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras. A decisão foi oficializada nessa sexta (29/5).

A medida faz parte da estratégia do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.

“O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas longe de nossas ruas e interrompendo o fluxo de receita que financia narcoterroristas violentos”, afirmou o Departamento de Estado.

Entenda o caso

  • O governo dos EUA afirmou que PCC e CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”;
  • Segundo o Estado, as redes das facções “se estendem muito além das fronteiras do Brasil” e afetam diretamente a segurança dos EUA;
  • A classificação das facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras era uma preocupação antiga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  • Para o Planalto, a classificação pode abrir brechas para intervenções externas, como ocorreu na Venezuela em julho de 2025, quando os EUA bombardearam embarcações na região sob pretexto de combate ao narcotráfico.

Nova barreira internacional

Para o diretor jurídico da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), William Pimentel, a classificação em questão cria uma nova barreira econômica internacional. Isso porque bancos, fintechs, corretoras, seguradoras, empresas de logística, entre outras empresas, tendem a intensificar mecanismos de controle e evitar qualquer vínculo com ativos, empresas, pessoas ou estruturas potencialmente relacionadas ao PCC e CV.

“O capital contaminado por facções encontrará menos espaço”, destaca o especialista. “Sob a ótica do realismo estrutural, o sistema internacional não opera segundo a sensibilidade jurídica brasileira. Porém, conforme a hierarquia concreta do poder, quem controla a moeda, o sistema bancário, os regimes de sanções e o acesso ao mercado impõe os seus padrões”, afirma Pimentel.