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Pai é preso e filho é procurado por golpes em venda de carros no DF
Pai e filho enganavam as vítimas com falsas promessas de venda de veículos novos e seminovos, anunciados com preços abaixo do mercado
atualizado
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Um homem foi preso nessa quarta-feira (25/2) por policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). João Walnei Martins Carvalho, de 58 anos, era procurado pela Justiça do Tocantins por envolvimento em ao menos sete golpes e por lavagem de dinheiro.
O prejuízo causado às vítimas é estimado em aproximadamente R$ 500 mil.
Ele foi localizado e preso em Samambaia (DF). O filho dele, Anderson Teixeira Carvalho, de 30 anos, também alvo de mandado de prisão, segue foragido.
Imagens:
A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Tocantins, teve início após uma série de denúncias de vítimas que relataram terem sido enganadas com falsas promessas de venda de veículos novos e seminovos, anunciados com preços abaixo do mercado e condições aparentemente vantajosas.
Para concretizar o golpe, pai e filho exigiam pagamento antecipado por meio de transferências bancárias. Após o recebimento dos valores, os veículos nunca eram entregues, tampouco os valores restituídos. As vítimas ficavam no prejuízo, enquanto os investigados encerravam contato.
As apurações apontam para uma atuação reiterada, organizada e estruturada. O esquema utilizava contas bancárias vinculadas a pessoas jurídicas interpostas, criadas com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores — estratégia típica de lavagem de capitais para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou o nome e a imagem dos investigados com o objetivo de identificar novas vítimas e obter informações que possam levar à localização e prisão de Anderson, que permanece foragido da Justiça.
Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 197. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
Em nota enviada à coluna Na Mira, a defesa de Anderson Teixeira Carvalho disse ter sido surpreendida com a expedição do mandado de prisão, sob a alegação de que o acusado “já se encontrava regularmente habilitado nos autos e a ordem teria se originado de procedimento apartado”. Os advogados também informaram que foi ajuizado um pedido de habeas corpus preventivo, para que as medidas sejam reavaliadas.






