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Lesa Pátria: PF prende quatro policiais militares do DF em 5ª fase da operação

Equipes cumprem três mandados de prisão temporária, um de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, expedidos pelo STF

atualizado

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Wey Alves/Especial Metrópoles
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1 de 1 foto-63-manifestantes-bolsonaristas-promovem-destruição-e-terrorismo-na-esplanada-e-segurança-reage-confronto-brasilia-08012023 - Foto: Wey Alves/Especial Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7/2), a quinta fase da Operação Lesa Pátria, que visa identificar participantes, financiadores e fomentadores dos atos terroristas de 8 de janeiro, em Brasília.

As equipes cumpriram três mandados de prisão temporária, um de prisão preventiva e de seis de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação ocorre no Distrito Federal e tem policiais militares como alvos, segundo apurado pela coluna Na Mira.

Saiba quem são os presos:

  • Coronel Jorge Eduardo Naime Ex-comandante de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
  • Capitão Josiel Pereira César — Ajudante de ordens do comando-geral da PMDF
  • Major Flávio Silvestre de Alencar — Investigado por liberar o acesso dos extremistas ao STF
  • Tenente Rafael Pereira Martins

No dia dos atos terroristas, extremistas invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF. Em seguida, promoveram violência e dano generalizado nas sedes dos Três Poderes.

Os fatos investigados constituem, segundo a PF, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Os quatro PMs estão detidos no 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), conhecido como “Papudinha”. O Metrópoles pediu posicionamento da PMDF acerca das prisões e aguarda retorno.

Etapas

As investigações continuam, e a Operação Lesa Pátria se tornou permanente, segundo a PF, com atualizações periódicas quanto ao número de mandados judiciais expedidos, pessoas presas e foragidas. Até o momento, nas cinco fases da força-tarefa, as equipes cumpriram 17 mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 37 de busca e apreensão.

Na primeira delas, deflagrada em 20 de janeiro, a PF prendeu os bolsonaristas Renan da Silva Sena; Ramiro Alves da Rocha, conhecido como Ramiro dos Caminhoneiros; Soraia Baccioci; Randolfo Antonio Dias; além de uma quinta pessoa, que não teve a identidade nem o local de prisão divulgados.

Na segunda etapa da força-tarefa, no último dia 23, policiais prenderam, em Uberlândia (MG), o extremista que aparece em vídeos destruindo um relógio histórico — trazido ao Brasil em 1808 —, no Palácio do Planalto.

Na terceira fase, houve dois extremistas presos em Minas Gerais; um em Santa Catarina; um no Paraná; e outro no Espírito Santo. Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estava entre os alvos de mandado de busca e apreensão cumpridos no DF e no Rio de Janeiro. Ele participou dos atos terroristas.

Entre os presos da fase, deflagrada em 27 de janeiro, estavam os mineiros Marcelo Eberle Motta e Eduardo Antunes Barcelos — advogado que trabalha como coordenador da assessoria jurídica da Santa Casa de Misericórdia de Cataguases (MG).

Outra presa na operação foi Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, 67, conhecida como Dona Fátima de Tubarão. Em 8 de janeiro, um vídeo em que ela aparece durante a invasão ao Palácio do Planalto viralizou nas redes sociais. “É guerra. Vamos pegar o Xandão agora”, gritou, em referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Na quarta etapa, a PF prendeu um dos alvos em Rio Verde (GO). Lucimário Benetido Camargo, conhecido como Mário Furacão, é empresário e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município. O segundo preso foi o ex-candidato a deputado estadual de Rondônia William Ferreira da Silva, conhecido como “Homem do Tempo”.

Denuncie

A PF pede que informações sobre a identificação de pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos no dia 8, em Brasília, sejam encaminhadas para o e-mail: denuncia8janeiro@pf.gov.br.

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