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Na Mira

Namorado de Isabelle é mantido preso suspeito de induzi-la ao suicídio

A determinação ocorre após audiência de custódia do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) realizada nesta quarta-feira (23/9)

23/09/2026 12:39, atualizado 23/09/2026 13:17
Reprodução/Redes Sociais
Imagem colorida, João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito- Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) converteu em preventiva a prisão do namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, João Munhoz Neto, de 34 anos. A determinação ocorre após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (23/9).

A prisão preventiva se dá em razão de possível indução ao suicídio de Isabelle Caracristi, no último dia 13, quando a jovem foi encontrada morta no pátio do prédio em que ela morava com João Munhoz Neto, em Fortaleza (CE).

A apuração inicial apontava que João Munhoz Neto havia sido preso preventivamente por obstrução de justiça. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) retificou, nesta quarta-feira (23/9), que o acusado também é investigado pela suspeita de indução ao suicídio.

Após a prisão do investigado, a mãe de Isabelle,  Isorlanda Caracristi, pediu o apoio das pessoas para uma “luta longa e árdua” por justiça.

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“Recebi hoje a certidão de óbito da minha filha. Sonhei em um dia em receber o certificado de conclusão de curso dela. Jamais passou pela minha cabeça receber a certidão de óbito”, lamentou.

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Defesa afirma que João é casado

Após a prisão, a defesa de João Munhoz informou, durante entrevista a jornalistas em Fortaleza, que o acusado é casado com outra mulher. Segundo a advogada Lígia Peixe, ele está em processo de divórcio amigável.

“Ele é casado. Ele, em nenhum momento, negou [a informação do casamento] para ela [Isabelle]. Talvez por isso, a mãe [da Isabelle] não goste dele”, disse a defesa.

Em contato com a coluna Na Mira, a advogada Lígia Peixe reiterou que o caso é investigado como suicídio e criticou o que classificou como “confusão midiática”.


Entenda o caso

  • Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta em uma área comum de um condomínio de luxo no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE), no último domingo (13/9);
  • O caso, no entanto, veio à tona nesse sábado (19/9),  após a mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, cobrar justiça pela morte da filha, no condomínio do namorado;
  • Segundo a mãe, na noite em que a jovem morreu, ela sentiu que havia algo errado, ao mandar uma nova mensagem e não ter uma resposta da filha – algo que não costumava acontecer;
  • Na manhã de 13 de setembro, ainda sem respostas da filha, Isorlanda ligou para o celular dela várias vezes, sem sucesso. Diante disso, ela, junto ao tio da vítima, se encaminharam ao condomínio, onde foram levados à sala da síndica, que confirmou que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já estava no Instituto Médico-Legal;
  • De acordo com a Perícia Criminal da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), a causa da morte foi politraumatismo, devido às lesões no corpo da vítima, que eram compatíveis com o impacto contra o solo;
  • Após repercussão do caso, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) afirmou que João estava sendo procurado. Além disso, cumpriram mandado de busca e apreensão contra mãe do investigado, no qual um celular e um tablet foram apreendidos;
  • Dez dias após morte da jovem, João foi preso pela Polícia e teve a prisão convertida em preventiva, após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (23/9);
  • A prisão preventiva se dá em razão de possível indução ao suicídio de Isabelle Caracristi;
  • A apuração inicial apontava que João Munhoz Neto havia sido preso preventivamente por obstrução de justiça. A PCCE, no entanto, retificou que o acusado também é investigado pela suspeita de indução ao suicídio;
  • Segundo o delegado-geral da corporação, Márcio Gutiérrez, João pode ser alvo de três de indiciamentos: indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológico.