Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Caso Isabelle Caracristi: perícia aponta suicídio, diz delegado

A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa sobre a investigação e as perícias relacionadas à morte da estudante

23/09/2026 12:27, atualizado 23/09/2026 13:00
Reprodução/Redes sociais
Isabelle Caracristi

O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Márcio Gutiérrez, informou, nesta quarta-feira (23/9), que a morte da estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi provocada por um suicídio.

A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa sobre a investigação e as perícias relacionadas à morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, registrada em 13 de setembro de 2026.

“A perição constatou realmente essa precipitação voluntária. Nós temos elementos de informação dentro da investigação que apontam também para este cenário. No entanto, a gente não descarta nenhuma possibilidade”, afirmou o delegado.  “Temos a informação técnica que aponta realmente para um suicídio, para uma precipitação voluntária, mas nada é descartado”.

Ainda de acordo com a PCCE, o namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, está sendo investigado e pode ser alvo de três indiciamentos.

Indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológio são crimes que estão sendo apurados contra João, segundo o delegado-geral.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Durante a entrevista, o delegado salientou que, com base no depoimento de testemunha e imagens de câmeras de segurança do condomínio, Isabelle teria ido sozinha para o terraço e, posteriormente se jogado.

Jornalistas ainda questionaram sobre uma suposta câmera que estaria instalada no terraço, o chamado “rooftop” do condomínio, e que teria registrado a tragédia. No entanto, Gutierrez destacou que não havia “nenhum tipo de câmera” no local, e que testemunhas reforçam a tese de que Isabelle teria se jogado do terraço, no 23º andar.

Motivação da prisão preventiva contra João

De acordo com a PCCE, João foi preso de forma preventiva após “dificultar” as investigações da polícia e não se colocar disposto para dar depoimentos, ou representar um advogao na delegacia.

Segundo a corporação, após diligências investigadores apontaram uma “postura totalmente não colaborativa” de João com as investigações. Com isso, a polícia representou um pedido de prisão preventiva, autorizado pela Justiça e cumprido por agentes na manhã dessa terça (22/9).

Após a prisão, investigadores apuraram fatos que justificavam a conduta não colaborativa de João. Segundo o delegado Gutiérrez, o homem contratou alguém para loimpar o apartamento em que morava com Isabelle, e, posteriormente, o imóvel foi colocado à venda.

“Realmente nos chamou a atenção essa informação de que eles teriam ido no apartamento, teriam contratado uma pessoa para limpar o apartamento, e depois as informações são de que o apartamento teria sido colocado à venda, inclusive as informações de que na terça-feira teria sido colocada uma placa de vende-se lá no condomínio”, afirmou.

“Então tudo isso realmente corrobora com a postura da Polícia Civil em identificar uma situação não colaborativa, talvez uma possibilidade ali de destruição de provas, de sonegação de provas, e é por isso que a gente representou pela prisão preventiva dele, juntado isso às informações de abuso psicológico, às informações também de que ele não tinha qualquer intenção de colaborar com o esclarecimento dos fatos”, disse o delegado-geral.

Caso Isabelle Caracristi: perícia aponta suicídio, diz delegado