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Na Mira

Homem que matou motorista de app no DF é condenado a quase 30 anos

Réu foi ao Tribunal do Júri e teve a pena fixada em 29 anos e 9 messe, em regime fechado; caso aconteceu em 2025

14/07/2026 23:26
Reprodução/redes sociais
Homem que matou motorista de app no DF é condenado a quase 30 anos

Nesta terça-feira (14/7), o Tribunal do Júri condenou Antônio Ailton da Silva, de 43 anos, a mais de 29 anos de prisão por ter matado a motorista de aplicativo Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, ais 49, em fevereiro de 2025. O crime ocorreu na região do Cruzeiro, no Distrito Federal.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) revelou que o acusado escolheu a vítima por ser mulher, o que revela “escolha racional do alvo e exploração consciente da vulnerabilidade da ofendida”.

O documento ainda cita o modus operandi do réu que teria estrangulado a vítima e, após a motorista sobreviver, aplicou golpes de faca contra Ana Rosa — sendo a causa da morte o traumatismo torácico.

O MPDFT apontou que o comportamento de Antônio da Silva “revela frieza, deliberação e desprezo pela vida humana”.

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“A conduta social do réu merece valoração negativa, evidenciada por comportamento misógino e histórico de violência de gênero”, diz trecho do documento.

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Ela morava em Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal
Motorista de aplicativo foi assassinada no Cruzeiro Velho
Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, 49 anos, morreu em 26 de fevereiro, no Cruzeiro Velho. Ela foi estrangulada e esfaqueada pelo ex-pastor Antônio Ailton da Silva, 43 anos
Ana Rosa tinha 49 anos
Ana Rosa trabalhava como motorista de aplicativo
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Ana Rosa trabalhava como motorista de aplicativo

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Ela morava em Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal
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Ela morava em Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal

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Motorista de aplicativo foi assassinada no Cruzeiro Velho
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Motorista de aplicativo foi assassinada no Cruzeiro Velho

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Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, 49 anos, morreu em 26 de fevereiro, no Cruzeiro Velho. Ela foi estrangulada e esfaqueada pelo ex-pastor Antônio Ailton da Silva, 43 anos
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Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, 49 anos, morreu em 26 de fevereiro, no Cruzeiro Velho. Ela foi estrangulada e esfaqueada pelo ex-pastor Antônio Ailton da Silva, 43 anos

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Ana Rosa tinha 49 anos
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Ana Rosa tinha 49 anos

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Filhos ficaram órfãos

O Ministério apresentou ainda a parte do marido, que conforme o documento, Ana Rosa teria ligado para o marido enquanto estava machucada e falado: “Amor, estou morrendo”.

A mulher trabalhava há cinco anos como motorista de aplicativo e deixou dois filhos. O mais novo, com 13 anos na época do caso, ficou mais recluso e quase não conversa desde o crime, apontou o MP. Também foi tirado de Ana Rosa o direito de conhecer a própria neta, que nasceu em novembro de 2025.

“A privação imposta ao filho, ainda menor de idade e adolescente, do convívio, da assistência afetiva e da assistência material da genitora, aliada ao quadro de reclusão emocional e restrição da sociabilidade dele decorrente, bem como a impossibilidade absoluta de a neta conhecer a avó, materializam consequências que sobrelevam as verificas em crimes da espécie e justificam majoração da pena base”, diz em trecho do documento.

A defesa de Antônio defendeu que o crime fosse desclassificado como feminicídio e enquadrado apenas como latrocínio — roubo seguido de morte. O juiz de direito, no entanto, recusou a proposta da defesa e fixou que a pena de 29 anos, 9 meses e 15 dias seja cumprida inicialmente em regime fechado.

Relembre o caso

Morta após ser esfaqueada dentro do próprio carro enquanto trabalhava, na manhã de 26 de fevereiro de 2025, a motorista de aplicativo Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, de 49 anos, foi assaltada no Cruzeiro Velho e esfaqueada pelo réu. Depois do ataque, porém, a vítima chegou a ligar para o marido para pedir socorro e dizer que “estava morrendo”.

Uma testemunha que trabalhava próximo ao local do crime relatou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que ouviu um barulho de freada de carro e, depois, o som de arrancada do veículo. Pouco depois, viu o suspeito sair do automóvel de Ana Rosa, um Volkswagen Voyage preto, e fugir.

Quando se aproximou do veículo, a testemunha viu a vítima no momento em que “jogava o corpo” do banco do passageiro para o do condutor. Ana Rosa afirmou que trabalhava como motorista de aplicativo e que tinha sido assaltada. A depoente também estava presente quando a vítima ligou para o marido, pouco antes de morrer.

Ana era moradora de Valparaíso (GO), no Entorno do Distrito Federal. Além do marido, Ana Rosa deixou dois filhos, um de 23 e um de 13 anos.

Antônio Ailton da Silva, de 43 anos, foi preso pela Polícia Militar (PMDF) momentos depois do crime na Quadra 504 do Sudoeste.