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Foragida é presa em maternidade após consulta de gravidez de risco
A foragida foi localizada ao se cadastrar na unidade de saúde, quando o sistema apontou a existência de um mandado de prisão em aberto
atualizado
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Uma mulher foragida da Justiça, investigada por tráfico interestadual de drogas, foi presa durante a Operação “Desmame” nessa segunda-feira (27/4) após procurar atendimento na Maternidade Municipal de Porto Velho, em Rondônia, acompanhada do esposo.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita, identificada como Kauany Batista dos Santos, que está grávida, foi localizada após realizar o cadastro na unidade de saúde, quando o sistema apontou a existência de um mandado de prisão em aberto.
Após passar por atendimento e realizar exames, ela precisou ser transferida ao Hospital de Base devido a complicações em uma gravidez de risco.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) fez a remoção sob escolta policial. A operação contou com acompanhamento dentro da ambulância e também por viaturas durante todo o trajeto.
Kauany está sob custódia da Polícia Civil e deverá responder às investigações que apuram sua participação em um esquema de tráfico interestadual de drogas.
Operação “Desmame”
A ação policial teve início na última quinta-feira (23/4). Conduzida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc), a Operação “Desmame”, tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pela movimentação de mais de 1,5 tonelada de entorpecentes oriundos da fronteira com a Bolívia, com distribuição para estados da Região Centro-Oeste.
Durante a ação, os agentes cumpriram 81 medidas cautelares, sendo 24 mandados de prisão preventiva e 57 mandados de busca e apreensão, nos estados de Rondônia, Goiás e no Distrito Federal. Em Rondônia, as diligências ocorreram em Porto Velho, Guajará-Mirim e Vilhena; em Goiás, em Goiânia e Aparecida de Goiânia; e no Distrito Federal, em Brasília e Ceilândia.
As investigações, iniciadas em abril de 2025, revelaram uma organização criminosa com elevado grau de sofisticação logística, que utilizava caminhões com compartimentos ocultos (“mocós”) e linhas telefônicas estrangeiras para dificultar a atuação dos órgãos de inteligência e repressão.
Também foi apurado a participação de “laranjas”, que ocultavam de valores ilícitos. Em um dos casos, um investigado movimentou cerca de R$ 500 mil em um ano, montante incompatível com sua capacidade econômica. As medidas incluem bloqueio de ativos, sequestro de bens e aprofundamento do mapeamento patrimonial.
