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Na Mira

Condenado a 29 anos, ex-secretário é preso após reconhecimento facial

E-secretário-adjunto de Transporte José Geraldo Oliveira de Melo foi preso nesta quarta-feira (10/6) após reconhecimento facial na estação

Luis Fellype Rodrigues, Carlos Carone12/06/2026 12:23, atualizado 12/06/2026 12:38
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Ekaterina/Pexels
Imagem colorida de um martelo de madeira

Condenado por corrupção e peculato, o ex-secretário-adjunto de Transporte José Geraldo Oliveira de Melo foi preso em uma estação do Metrô, logo após desembarcar de um vagão, em Brasília. A detenção ocorreu na quarta-feira (10/6).

Segundo apurações da coluna Na Mira, a identificação do condenado foi possível por meio de sistemas de reconhecimento facial e câmeras com tecnologia de reconhecimento ótico de caracteres, utilizadas pelas forças de segurança para monitoramento e localização de foragidos. 

O mandado de prisão estava em aberto há cerca de nove meses.

José Geraldo é paciente oncológico e foi encaminhado para procedimentos legais após a abordagem.

Condenação

Em fevereiro de 2024, a Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante condenou o ex-secretário-adjunto a 9 anos, 4 meses e 20 dias multa, por corrupção e peculato.

José Geral também tem condenação por outros crimes, como lavagem de dinheiro e concussão, quando um funcionário público exige vantagem indevida para si ou para outrem, de forma direta ou indiretamente, em razão de sua função. Somadas, as penas chegam a 29 anos de prisão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ele estaria envolvido em um esquema de cobrança de propina na Secretaria de Transportes. O MP informou que, em 2011, o secretário-adjunto de Transportes teria recebido 20% do valor de R$ 1,9 milhão.

O dinheiro teria sido depositado no Fundo de Transporte Coletivo do Distrito Federal (FTPCDF) e supostamente combinado e pago por Adevandro Pereira da Silva, João Gonçalves Fernandes, ex-diretor Administrativo da Cooperativa Brasiliense de Transportes Autônomos (COOBRATAETE); Luciene Vaz de Brito, ex-presidente da Coobrataete; e Josenildo Batista dos Santos, então presidente da Coopatag.

A ideia seria que os servidores públicos favorecessem a cooperativa em licitações da pasta.