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Na Mira

Entre sirenes e batidas: delegado DJ da PCDF lança álbuns de house

O delegado-chefe da DRCA combina vocais próprios, letras autorais e um pack de samplers cuidadosamente selecionados

Lara Abreu / Arte Metrópoles
Entre sirenes e batidas: delegado DJ da PCDF lança álbuns de house

Batidas que arrepiam a pele. Ritmos eletrizantes que transportam o ouvinte para universos paralelos. Algumas músicas acalmam; outras aceleram o coração. E todas têm algo em comum: foram criadas por alguém que, no dia a dia, lida com a lei e o combate aos crimes contra os animais.

Jonatas Silva, delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais (DRCA) há mais de dois anos, revelou ao mundo uma outra faceta: a de DJ. Utilizando seu nome artístico, Dark Cyber Project, o delegado lançou seu primeiro álbum no Spotify, Renascimento, no fim do ano passado.

Imagens: 

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5 imagens
Pé na Areia
Paralelo 14
O Renascimento
Jonatas Silva, delegado
Dark Cyber Project
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Dark Cyber Project

Pé na Areia
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Pé na Areia

Reprodução / Spotify
Paralelo 14
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Paralelo 14

Reprodução / Spotify
O Renascimento
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O Renascimento

Reprodução / Spotify
Jonatas Silva, delegado
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Jonatas Silva, delegado

Imagem cedida ao Metrópoles

As obras combinam vocais próprios, letras escritas por ele e um pack de samplers cuidadosamente selecionados. Em algumas faixas, todo o trabalho é gravado em estúdio e lapidado até atingir a perfeição sonora.

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O álbum Renascimento foi inspirada na frequência 432 Hz, que ele usa para dormir. Uma música que pode induzir relaxamento, energia ou foco, agindo diretamente no cérebro e no sistema nervoso.

Apesar da intensidade sonora, Jonatas garante que a paixão pela música é um refúgio da rotina policial. Rock, house e sons eletrônicos surgem como válvula de escape. “No máximo, as duas coisas se conectam quando divulgo uma ocorrência ou uma operação e coloco uma das minhas músicas ao fundo”.

O delegado ainda não se apresentou em público, mas já acumula mais de quatro álbuns no Spotify, além de singles e EPs — formato musical intermediário, com 3 a 6 faixas, que totalizam de 15 a 30 minutos de pura imersão sonora. Entre suas inspirações, Jonatas cita artistas como Illusionise, Claudinho Brasil, Rufus Du Sol e Vintage.

A música sempre foi uma paixão desde a adolescência. “Eu levava broncas por escutar músicas altas, que chegavam até a incomodar os vizinhos”, lembra. Hoje, essa paixão se materializa em projetos especiais, como o álbum Pé na Areia, dedicado à esposa, e Paralelo 14, uma homenagem à Chapada dos Veadeiros (GO), lugar que ele adora.

“Para mim, criar música é como criar felicidade. Sempre que eu produzo algo, me deixa muito feliz”, confessa Jonatas. E é justamente essa felicidade que transborda nas batidas que fazem qualquer ouvinte atravessar mundos paralelos.