Entre sirenes e batidas: delegado DJ da PCDF lança álbuns de house
O delegado-chefe da DRCA combina vocais próprios, letras autorais e um pack de samplers cuidadosamente selecionados

Batidas que arrepiam a pele. Ritmos eletrizantes que transportam o ouvinte para universos paralelos. Algumas músicas acalmam; outras aceleram o coração. E todas têm algo em comum: foram criadas por alguém que, no dia a dia, lida com a lei e o combate aos crimes contra os animais.
Jonatas Silva, delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais (DRCA) há mais de dois anos, revelou ao mundo uma outra faceta: a de DJ. Utilizando seu nome artístico, Dark Cyber Project, o delegado lançou seu primeiro álbum no Spotify, Renascimento, no fim do ano passado.
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As obras combinam vocais próprios, letras escritas por ele e um pack de samplers cuidadosamente selecionados. Em algumas faixas, todo o trabalho é gravado em estúdio e lapidado até atingir a perfeição sonora.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO álbum Renascimento foi inspirada na frequência 432 Hz, que ele usa para dormir. Uma música que pode induzir relaxamento, energia ou foco, agindo diretamente no cérebro e no sistema nervoso.
Apesar da intensidade sonora, Jonatas garante que a paixão pela música é um refúgio da rotina policial. Rock, house e sons eletrônicos surgem como válvula de escape. “No máximo, as duas coisas se conectam quando divulgo uma ocorrência ou uma operação e coloco uma das minhas músicas ao fundo”.
O delegado ainda não se apresentou em público, mas já acumula mais de quatro álbuns no Spotify, além de singles e EPs — formato musical intermediário, com 3 a 6 faixas, que totalizam de 15 a 30 minutos de pura imersão sonora. Entre suas inspirações, Jonatas cita artistas como Illusionise, Claudinho Brasil, Rufus Du Sol e Vintage.
A música sempre foi uma paixão desde a adolescência. “Eu levava broncas por escutar músicas altas, que chegavam até a incomodar os vizinhos”, lembra. Hoje, essa paixão se materializa em projetos especiais, como o álbum Pé na Areia, dedicado à esposa, e Paralelo 14, uma homenagem à Chapada dos Veadeiros (GO), lugar que ele adora.
“Para mim, criar música é como criar felicidade. Sempre que eu produzo algo, me deixa muito feliz”, confessa Jonatas. E é justamente essa felicidade que transborda nas batidas que fazem qualquer ouvinte atravessar mundos paralelos.














