Na Mira

Chupeta e mamadeira: a inacreditável história da mulher que fingiu ser criança por um ano

Suspeita usava chupeta, mamadeira e mudava a voz para sustentar o golpe; ela já havia cometido o mesmo crime em outros cinco estados

atualizado

metropoles.com

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mulher presa de costas
1 de 1 mulher presa de costas - Foto: Reprodução

Uma farsa impressionante e meticulosamente calculada chocou a comunidade de Joinville, em Santa Catarina. Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil nesta terça-feira (2/6), sob a acusação de se passar por uma adolescente de 12 anos. O mais surpreendente: ela conseguiu viver por mais de um ano como filha adotiva de uma família local, que acreditava piamente estar acolhendo uma criança indefesa.

Segundo os investigadores, a suspeita foi localizada e detida na própria residência das vítimas. Ao ser confrontada pelos policiais, ela confessou os crimes de estelionato e falsa identidade. O golpe teve início quando a mulher procurou ajuda em uma igreja de Joinville. Com uma fala mansa e traços que camuflavam sua real idade, ela relatou aos fiéis que havia fugido do estado do Pará após ser vítima de severos maus-tratos.

Sensibilizada pela história, a comunidade religiosa passou a ampará-la. Pouco tempo depois, uma das famílias da igreja decidiu abrir as portas de casa e acolhê-la de forma definitiva, passando a tratá-la legitimamente como uma filha. “A família acreditou piamente na história e demonstrou total boa-fé, chegando a dar entrada nas intenções de oficializar a adoção da suposta menor”, informou a Polícia Civil em nota.

Comportamento infantilizado

Para manter a farsa ao longo de tantos meses, a mulher adotava um cotidiano severamente infantilizado no ambiente doméstico. O relatório policial aponta que ela utilizava objetos como chupeta e mamadeira, além de simular crises de choro, birras e alterações na tonalidade da voz para parecer uma pré-adolescente.

O envolvimento emocional da família era tão profundo que os “pais” chegaram a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para a mulher. Os trâmites legais para a adoção só não foram concluídos devido à descoberta do crime.

A farsa começou a desmoronar após uma denúncia anônima feita por um parente da própria família acolhedora, que estranhou a situação e acionou as autoridades.

Ao puxarem a ficha criminal da suspeita, os policiais constataram que Joinville foi apenas o capítulo mais recente de uma longa novela criminosa. A mulher é reincidente e possui antecedentes por golpes idênticos em pelo menos outros cinco estados:

  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais
  • Rio Grande do Sul
  • Goiás

Após a voz de prisão, a mulher foi conduzida ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça. Para preservar as investigações em andamento e a identidade das vítimas, o nome verdadeiro da golpista não foi divulgado pela Polícia Civil.

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