Moradores recuperam garagem que desabou em 2018 na 210 Norte

Dois anos após acidente que soterrou 23 carros, condôminos conseguiram restaurar o espaço para guardar seus veículos

Divulgação/CBMDF

atualizado 03/02/2020 10:35

Dois anos após um desabamento que deixou 23 carros soterrados no Bloco C da 210 Norte, os moradores inauguraram a garagem onde ocorreu o acidente. Em clima de festa, a obra acabada foi apresentada aos condôminos nesse domingo (02/02/2020).

A revitalização foi arcada com o seguro do prédio e as taxas extras pagas pelos moradores. A garagem cedeu no dia 4 de fevereiro de 2018. As câmeras do sistema de monitoramento e segurança do bloco registraram o momento do desabamento do piso.

 

 

 

O desmoronamento assustou os moradores, que desceram desesperados com medo de o prédio cair. A Defesa Civil constatou que não houve danos à estrutura do edifício e os moradores foram autorizados a voltar aos apartamentos. A garagem, entretanto, foi interditada. Segundo os técnicos, a concentração de água no solo ao longo dos anos ajudou no descolamento da laje. Os carros que não foram afetados precisaram ser retirados pelos bombeiros.

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Veja outros vídeos feitos pelos moradores e enviados ao Metrópoles:

 

 

 

Susto e desespero
Na ocasião, a síndica do prédio, Mônica Kremer Evangelista, 50 anos, disse que o bloco foi construído há 40 anos e havia apresentado problemas estruturais. “Foi um grande susto. Felizmente, não tivemos pessoas machucadas. Agora, vamos acionar o seguro para reparar os danos materiais”, disse ao Metrópoles.

O servidor público Filipe Azevedo, 32, contou que a família passou por momentos de desespero: “Ouvimos um barulho muito forte e alarmes de carro começaram a tocar. Pensamos que fosse uma batida, mas interfonei para o porteiro e ele me disse que a laje da garagem havia desmoronado. Descemos correndo, pensando que o prédio ia cair”.

A aposentada Maria Helena, 72, moradora do 4° andar, teve o carro totalmente destruído pelo desabamento. Segundo ela, vizinhos chegaram a relatar que sentiram o abalo, semelhante a um terremoto. “A impressão que tive foi que uma bomba tinha explodido. E o porteiro começou a gritar ‘desmoronou, desmoronou’. Foi um susto muito grande. Graças a Deus, só houve prejuízo material”, desabafou.

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