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O piso em frente ao bloco C da 210 Norte afundou na manhã deste domingo (4/2) atingindo a garagem do prédio e esmagando os carros estacionados no local. Por volta das 6h50, os moradores escutaram fortes estrondos e, depois, o barulho de alarmes disparados. Quando olharam pelas janelas, o gramado havia cedido.

Cerca de 25 veículos foram danificados, a maioria deles com perda total. Entre os automóveis, está um jaguar avaliado em R$ 300 mil. Os danos foram apenas materiais, uma vez que ninguém ficou ferido. O bloco foi evacuado preventivamente e liberado por volta das 9h15.

Logo após o desabamento, os moradores começaram a descer dos apartamentos e acionaram o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. Os militares proibiram os moradores de chegarem perto da garagem. Fizeram um perímetro de segurança.

Segundo o capitão Souza Mendes, o solo encharcou por conta do excesso de chuva e a parede cedeu, causando o desabamento. “Pedimos que os moradores saíssem do prédio de forma preventiva. Duas pessoas possuem necessidades especiais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para removê-las”, explicou.

 

Depois de uma contagem dos moradores, foi confirmado pelos bombeiros que não estava faltando ninguém. Porém, mesmo assim, cães farejadores vão percorrer a garagem em busca de vítimas.

A Defesa Civil constatou que não houve danos à estrutura do prédio e os moradores foram autorizados a voltarem aos apartamentos. A garagem, entretanto, continuará interditada. Segundo os técnicos, a concentração de água no solo ao longo dos anos ajudou no descolamento da laje. Os carros que não foram afetados serão retirados pelos bombeiros.

O fornecimento de gás encanado também foi suspenso, já que tem muita gasolina espalhada pela garagem em função do esmagamento dos carros. Um engenheiro contratado pelo prédio vai conduzir a recuperação do local. Ele descartou que a obra de recuperação da fachada do bloco, que está sendo feita do outro lado, tenha causado o desabamento.

Veja vídeos feitos pelos moradores e enviados ao Metrópoles:

 

 

 

Susto e desespero
Segundo a síndica do prédio, Mônica Kremer Evangelista, 50 anos, o bloco foi construído há 40 anos e nunca apresentou problemas estruturais. “Foi um grande susto. Felizmente, não tivemos pessoas machucadas. Agora, vamos acionar o seguro para reparar os danos materiais”, disse ao Metrópoles.

O servidor público Filipe Azevedo, 32, contou que a família passou por momentos de desespero: “Ouvimos um barulho muito forte e alarmes de carro começaram a tocar. Pensamos que fosse uma batida, mas interfonei para o porteiro e ele me disse que a laje da garagem havia desmoronado. Descemos correndo, pensando que o prédio ia cair”.

A aposentada Maria Helena, 72, moradora do 4° andar, teve o carro totalmente destruído pelo desabamento. Segundo ela, vizinhos chegaram a relatar que sentiram o abalo, semelhante a um terremoto. “A impressão que tive foi que uma bomba tinha explodido. E o porteiro começou a gritar ‘desmoronou, desmoronou’. Foi um susto muito grande. Graças a Deus, só houve prejuízo material”, desabafou.

 

 

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