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As câmeras do sistema de monitoramento e segurança do Bloco C da 210 Norte registraram o momento do desabamento do piso sobre a garagem. Pelo menos 25 carros foram esmagados e destruídos na manhã deste domingo (4/2).

O desmoronamento assustou os moradores, que desceram desesperados com medo de o prédio cair. Após vistoria no local, a Defesa Civil verificou que apesar da gravidade da situação, as estruturas não foram atingidas e as pessoas liberadas a retornarem a seus apartamentos.

Depois de uma contagem dos moradores, foi confirmado pelos bombeiros que não estava faltando ninguém. Porém, mesmo assim, cães farejadores vão percorrer a garagem em busca de vítimas.

 

Segundo o capitão Souza Mendes, o solo encharcou por conta do excesso de chuva e a parede cedeu, causando o desabamento. “Pedimos que os moradores saíssem do prédio de forma preventiva. Duas pessoas possuem necessidades especiais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para removê-las”, explicou.

A Defesa Civil constatou que não houve danos à estrutura do prédio e os moradores foram autorizados a voltarem aos apartamentos. A garagem, entretanto, continuará interditada. Segundo os técnicos, a concentração de água no solo ao longo dos anos ajudou no descolamento da laje. Os carros que não foram afetados serão retirados pelos bombeiros.

O fornecimento de gás foi suspenso e a energia cortada, já que tem muita gasolina espalhada pela garagem em função do esmagamento dos carros. Como muitos canos se quebraram, não tem água.  Um engenheiro contratado pelo prédio vai conduzir a restauração do local. Ele descartou que a obra de recuperação da fachada do bloco, em andamento do outro lado, tenha causado o desabamento.

 

Veja outros vídeos feitos pelos moradores e enviados ao Metrópoles:

 

 

 

Susto e desespero
Segundo a síndica do prédio, Mônica Kremer Evangelista, 50 anos, o bloco foi construído há 40 anos e nunca apresentou problemas estruturais. “Foi um grande susto. Felizmente, não tivemos pessoas machucadas. Agora, vamos acionar o seguro para reparar os danos materiais”, disse ao Metrópoles.

O servidor público Filipe Azevedo, 32, contou que a família passou por momentos de desespero: “Ouvimos um barulho muito forte e alarmes de carro começaram a tocar. Pensamos que fosse uma batida, mas interfonei para o porteiro e ele me disse que a laje da garagem havia desmoronado. Descemos correndo, pensando que o prédio ia cair”.

A aposentada Maria Helena, 72, moradora do 4° andar, teve o carro totalmente destruído pelo desabamento. Segundo ela, vizinhos chegaram a relatar que sentiram o abalo, semelhante a um terremoto. “A impressão que tive foi que uma bomba tinha explodido. E o porteiro começou a gritar ‘desmoronou, desmoronou’. Foi um susto muito grande. Graças a Deus, só houve prejuízo material”, desabafou.

 

 

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