Mobilizados no DF e em GO, enfermeiros e técnicos cobram piso salarial

Em Brasília e em Goiânia, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem promovem protestos e paralisação contra decisão do STF

atualizado 22/09/2022 11:03

Manifestantes fazem protesto pela lei do piso salarial de enfermagem em Goiânia Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Profissionais de enfermagem do Distrito Federal e de Goiás promovem protestos, nesta quarta-feira (21/9), contra a suspensão do piso salarial da categoria. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a medida.

Goiás: profissionais de enfermagem protestam contra suspensão do piso

Em Brasília, o ato reúne mais de 400 manifestantes, concentrados em frente ao Museu da República, e deve seguir pelo Eixo Monumental até o Congresso Nacional. Em Goiânia, os profissionais se encontram em frente ao Hospital de Urgências Otávio Lage, na região noroeste da capital goiana.

Na capital de Goiás, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem bloqueiam o trânsito das pistas da GO-070, para pressionar pela aplicação da lei do novo piso salarial. Há atos semelhantes marcados para ocorrer em todo o país.

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Além de fazer a manifestação, a categoria brasiliense paralisou as atividades nas redes pública e particular de saúde nesta quarta-feira (21/9).  O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Sindate-DF) informou que as unidades de saúde que não atuam em regime de urgência e emergência, como postos e ambulatórios, devem ter 100% das atividades paralisadas até quinta-feira (22/9).

“Nos hospitais, não garantimos uma porcentagem específica de profissionais da enfermagem que devem trabalhar hoje (quarta-feira), mas orientamos que todo setor mantenha uma quantidade mínima para garantir o funcionamento”, explicou a presidente do Sindate, Isa Leal.

Vestidos de branco, os profissionais da saúde que protestam em Brasília usaram cartazes com frases críticas à suspensão do piso salarial nacional: “Não somos mercadoria. Queremos salário digno”.

“Estamos em busca da valorização. Estamos aqui para lutar pela categoria e pelo nosso reconhecimento. Não vamos nos calar mais”, ressaltou a enfermeira Auriane da Silva Morta, 38 anos.

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A técnica de enfermagem Jussara Sousa, 43, também cobra reconhecimento do trabalho dos profissionais. “Vamos pressionar o Congresso Nacional para que encontrem as fontes de custeio do piso salarial”, disse.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que se reuniu com entidades representativas da categoria e que negociou a garantia de 30% do quadro de profissionais durante a paralisação desta quarta-feira (21/9). “O apelo foi voltado, especialmente, para a manutenção dos serviços em UBSs (unidades básicas de saúde) e unidades de emergência. A pasta espera que o acordado com as categorias seja cumprido”, destacou.

O Metrópoles pediu posicionamento do Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas (SBH). Às 23h dessa quarta-feira (21/9), a organização informou que “não recebeu informação que profissionais em serviços da rede privada tenham aderindo à paralisação”.

Liminar considera atos ilegais

Em decisão liminar deferida nessa terça-feira (20/9), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) considerou ilegal a paralisação marcada para ocorrer no DF, em função da 4ª Marcha pela Enfermagem. A determinação atendeu a pedido do SBH.

O magistrado Alexandre Nery de Oliveira entendeu que o movimento grevista não teria amparo da legislação. A decisão provisória do TRT-10 também prevê a garantia do atendimento aos pacientes do DF pelos profissionais da enfermagem, sem que haja prejuízos aos serviços essenciais garantidos por lei, e que quem se ausentar do trabalho por motivo de greve poderá ter o ponto cortado.

Em Goiás, o TRT-18 decidiu que a categoria deverá manter ao menos 80% de profissionais nas atividades durante a paralisação.

Assista a momentos do protesto promovido em Goiânia:

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