Missa de sétimo dia de Marizelli emociona família e colegas de farda

Bombeira foi atingida por uma árvore e fios da rede elétrica enquanto combatia um incêndio em Taguatinga

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 21/09/2019 21:47

A missa de sétimo dia da bombeira Marizelli Armelinda Dias, 31 anos, reuniu centenas de familiares, amigos e colegas de corporação na capela do Corpo de Bombeiros, na noite deste sábado (21/09/2019). A militar morreu após ter sido atingida por uma árvore e fios de alta tensão, enquanto atendia a uma ocorrência de incêndio, no domingo 15 de setembro, na QNL 2, em Taguatinga.

A cerimônia, celebrada pelo padre Fernando Rebouças, emocionou os presentes. Ele focou na missão profissional que Marizelli escolheu: a de salvar vidas. “A morte pelo bem do próximo é a atitude mais nobre que pode ocorrer a um cristão. É a mesma de Jesus Cristo, nosso Senhor, que morreu crucificado pelo bem de todos nós”, disse o religioso.

Amiga de Marizelli desde antes de as duas se tornarem militares, a soldado Ana Ramirez arrancou lágrimas dos colegas e parentes da bombeira. Ela relembrou a positividade, a competência e outras qualidades da companheira de farda.

Segundo Conceição Dias, mãe da Marizelli, a filha tinha paixão pelo o que fazia e ser militar era uma meta de vida. “Realizou o sonho dela e da família ao ser bombeira. Uma pena que aproveitou pouco”, concluiu.

Causa da morte

A morte da foi causada por politraumatismo por ação contundente. Ou seja, pelo choque da árvore contra a cabeça dela, afirmam os laudos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga a causa do óbito. Ainda de acordo com o documento, não foram encontrados elementos suficientes para indicar que a integrante do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) sofreu uma descarga elétrica.

O delegado da 17ª DP (Taguatinga Norte), Sérgio Bautzer, ressalta, no entanto, que a falta de evidências não significa que Marizelli não tenha sido vítima da descarga elétrica. “O laudo diz que não há lesões compatíveis com aquelas causadas por eletricidade. Só que nem sempre esse tipo de acidente deixa marcas tão perceptíveis”, explica. Bautzer ainda ressalta que a bombeira estava usando roupas grossas durante o combate ao incêndio na QNL 2, em Taguatinga, o que pode mascarar ainda mais algum indício.

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