Ibaneis decreta luto oficial de três dias por morte de bombeira

Marizelli Armelinda Dias será homenageada no 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal

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atualizado 16/09/2019 14:20

O corpo da bombeira Marizelli Armelinda Dias será velado, nesta segunda-feira (16/09/2019), no 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, no centro de Taguatinga. A cerimônia tem início previsto para as 14h. Lotada na unidade, a militar morreu após ter sido atingida por uma árvore e fios de alta tensão, enquanto atendia a uma ocorrência de incêndio, nesse domingo (15/09/2019), na QNL 2, em Taguatinga, próximo ao Super Adega. O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou luto oficial de três dias.

O sepultamento será às 17h30 no Cemitério de Taguatinga. De acordo com a corporação, a queda da árvore provocou fraturas no ombro e no fêmur de Marizelli. Há a suspeita de que ela tenha recebido descarga elétrica proveniente dos fios de alta tensão. A causa da morte, no entanto, só será divulgada pelos bombeiros nesta terça-feira (17/09/2019).

Em nota, a Companhia Energética de Brasília (CEB) manifestou pesar pelo falecimento da militar e informou que, quando acionada, a equipe técnica “atuou imediatamente para dar o apoio que se fizesse necessário ao socorro à vítima”. Segundo a companhia, quando há algum distúrbio na rede, os equipamentos de proteção do sistema desligam a energia.

“Assim que ocorreu o acidente, os bombeiros acionaram nossa central de operações. Estávamos com uma equipe nas imediações e essa equipe chegou no local em menos de 15 minutos, se colocando à inteira disposição para dar apoio no que fosse necessário”, explicou a CEB.

Luto

Após o episódio, o governador Ibaneis Rocha se manifestou pelas redes sociais. “Que tristeza para o Distrito Federal perder uma de suas combatentes do Corpo de Bombeiros, que dedicava a vida a salvar outras. Toda a minha solidariedade à família da soldado Marizelli, que Deus conforte seus corações”, publicou o governador.

 

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O comandante-geral do CBMDF, coronel Carlos Emilson, também lamentou a morte da soldado da corporação Marizelli. Ele classificou o caso como uma “fatalidade”. Segundo o bombeiro, a soldado foi integrada recentemente à corporação e tinha o treinamento necessário para o serviço, além de portar todos os equipamentos de proteção indispensáveis para a ocorrência.

“Eu participei da formatura dela e é difícil falar. Estava equipada e bem treinada, já que temos procedimentos rigorosos. São aquelas coisas que não dá para entender. Foi uma fatalidade”, lamentou o coronel.

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O comandante informou que toda a guarnição foi atendida por um capelão, recebeu auxílio-psicológico e do subcomandante do Corpo de Bombeiros. Em seguida, por causa do abalo emocional, todos foram dispensados do serviço. Assim, outra companhia ficou responsável pela área de Taguatinga Norte. “É uma situação bem pesada, por mais que a gente se prepare para isso”, declarou o comandante.

Coronel Emilson afirma que todas as providências durante o socorro à Marizelli foram tomadas, o que incluiu a disponibilização de um helicóptero que acabou não sendo usado. A corporação também está dando auxílio para a família. A militar deixou dois filhos: um menino e uma menina.

 

 

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