Marinésio dará primeiro depoimento à Justiça sobre caso Letícia

Na fase inicial do julgamento, no Fórum de Planaltina, falarão testemunhas de acusação e de defesa, assim como o MPDFT e o próprio acusado

atualizado

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Andre Borges/Especial para o Metrópoles
Caso-Marinesio
1 de 1 Caso-Marinesio - Foto: Andre Borges/Especial para o Metrópoles

Na audiência de instrução realizada na tarde desta terça-feira (19/11/2019), no Fórum de Planaltina, a defesa do cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, tentará desqualificar o caso da morte da advogada Letícia Sousa Curado, 26, como feminicídio.

Segundo o advogado do acusado, o réu confesso teria tido um surto quando assassinou a vítima. As teses completas, porém, serão apresentadas pela defesa no julgamento de Marinésio, no Tribunal do Júri, que ainda será marcado.

Sobre o suposto surto psicótico, o advogado de Marinésio informou, porém, que não apresentará laudos médicos nem pedir exames psiquiátricos para comprovar a hipótese. “Entendemos que ele teve um momento ruim na vida. Nunca fez nada até os 41 anos. Um pai de família, trabalhador, mas que, infelizmente, teve um surto psicótico e deu no que deu”, afirmou.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Marinésio por homicídio quintuplamente qualificado: motivo torpe, porque a vítima se negou a manter relações sexuais; meio de execução (esganação); dissimulação, por fingir ser loteiro (motorista de lotação); feminicídio; e por ele tentar manipular a cena do crime para disfarçar uma tentativa de estupro.
Acusação

Para combater a hipótese da defesa de que o crime deveria ser tratado como homicídio qualificado, a acusação reforçará as qualificadoras oferecidas pelo Ministério Público.

Conforme o assistente de acusação contratado pela família de Letícia, Igor Costa, também serão apresentados argumentos para derrubar a tese de surto psicótico apresentada pelo cozinheiro.

“Nossa intenção é que sejam pronunciadas todas as qualificadoras oferecidas pelo MPDFT. Claro, eles vão tentar usar essa tese de surto, mas todos os depoimentos colhidos durante as investigações policiais praticamente derrubam essa ideia”, assinalou.
Audiência

De acordo com Igor Costa, pelo menos 10 testemunhas de ambas as partes foram intimadas para a audiência, que é fechada ao público por correr em segredo de Justiça. A primeira fase visa ouvir também o Ministério Público e o próprio acusado.

Nesta terça, também participam da audiência um médico legista, que fez a biópsia do corpo da vítima, e um papiloscopista. Além deles, a esposa, a filha e a irmã de Marinésio estão presentes no Fórum.

O cozinheiro foi denunciado ainda por tentativa de estupro, ocultação de cadáver e pelo furto dos pertences de Letícia, uma vez que foram encontrados, dentro do carro do assassino confesso, fichário, celular e bens da vítima.

Veja fotos do caso:

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12 imagens
Casada havia oito anos, Letícia foi convertida à Igreja Evangélica e frequentava assiduamente um templo
Com o marido, Kaio, Letícia teve o filho, hoje com 3 anos de idade. Não se desgrudavam
Prima de Letícia fez apelo pelas redes sociais a fim de encontrar a jovem: “Será sempre a nossa número 1”
O marido, Kaio, foi um dos primeiros namorados de Letícia, ainda na adolescência
Carro usado nos crimes
Para a mãe, Kênia, Letícia tinha o costume de publicar declarações pelo Instagram. Foi criada por ela e manteve-se distante do pai biológico
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Para a mãe, Kênia, Letícia tinha o costume de publicar declarações pelo Instagram. Foi criada por ela e manteve-se distante do pai biológico

Instagram/Reprodução
Casada havia oito anos, Letícia foi convertida à Igreja Evangélica e frequentava assiduamente um templo
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Casada havia oito anos, Letícia foi convertida à Igreja Evangélica e frequentava assiduamente um templo

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Com o marido, Kaio, Letícia teve o filho, hoje com 3 anos de idade. Não se desgrudavam
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Com o marido, Kaio, Letícia teve o filho, hoje com 3 anos de idade. Não se desgrudavam

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Prima de Letícia fez apelo pelas redes sociais a fim de encontrar a jovem: “Será sempre a nossa número 1”
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Prima de Letícia fez apelo pelas redes sociais a fim de encontrar a jovem: “Será sempre a nossa número 1”

Instagram/Reprodução
O marido, Kaio, foi um dos primeiros namorados de Letícia, ainda na adolescência
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O marido, Kaio, foi um dos primeiros namorados de Letícia, ainda na adolescência

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Carro usado nos crimes
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Carro usado nos crimes

PCDF/Divulgação
Blazer prata do ex-cozinheiro foi usada em crimes
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Blazer prata do ex-cozinheiro foi usada em crimes

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Relógio de Letícia localizado no veículo do suspeito
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Relógio de Letícia localizado no veículo do suspeito

Reprodução
Letícia estava desaparecida desde sexta-feira (23/08/2019). Ela tentava condução de Planaltina ao Plano Piloto
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Letícia estava desaparecida desde sexta-feira (23/08/2019). Ela tentava condução de Planaltina ao Plano Piloto

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O assassino confesso se disfarçou de loteiro e convenceu a jovem advogada a entrar no carro dele
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O assassino confesso se disfarçou de loteiro e convenceu a jovem advogada a entrar no carro dele

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Marinésio é assassino confesso de Letícia Curado
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Marinésio é assassino confesso de Letícia Curado

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Delegado disse que cozinheiro é o único suspeito pelo desaparecimento de Letícia
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Delegado disse que cozinheiro é o único suspeito pelo desaparecimento de Letícia

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Relembre o caso

Marinésio assassinou Letícia no dia 23 de agosto, em Planaltina. Ela desapareceu após sair de casa para ir ao trabalho, na Esplanada dos Ministérios. O ex-cozinheiro a pegou em uma parada de ônibus e, depois, a estrangulou. O corpo da funcionária terceirizada do Ministério da Educação foi encontrado dentro de manilha localizada às margens da DF-250, na mesma região.

Aos investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal o maníaco revelou que tinha o hábito de dirigir nos dias de folga e circular pela cidade, atrás de mulheres. Contou que costumava abordar as que estavam sozinhas em paradas de ônibus. Na versão dada aos policiais, ressaltou que oferecia carona para a rodoviária e, no trajeto, assediava as vítimas.

As declarações foram dadas no dia 26/08/2019, na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), região administrativa onde Letícia morava com o marido e o filho, criança de apenas 3 anos. O homem usava sua Blazer prata, placa JFZ 3420-DF, nos crimes.

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