Marido de Noélia tem carro, moto e roupas apreendidas pela PCDF

Marcos Paulo é tido como suspeito do crime. Segundo o advogado dele, o homem está colaborando com as investigações

ReproduçãoReprodução

atualizado 19/10/2019 14:03

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) segue trabalhando para desvendar a morte de Noélia Rodrigues de Oliveira, 38 anos. A vendedora, que trabalhava em um shopping da Asa Norte, foi encontrada morta nessa sexta-feira (18/10/2019), no Assentamento 26 de Setembro. O crime é investigado como feminicídio, mas a tipificação pode ser alterada a depender do andamento do processo. O marido da vítima, Marcos Paulo, 42, é tido como suspeito pelos investigadores da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), segundo o advogado dele.

Geraldo Madureira, que atua na defesa de Marcos Paulo, diz que o cliente “está colaborando com as investigações”. “Ele está sendo tratado como suspeito por causa de um protocolo equivocado da PCDF, que tratou o caso como feminicídio. Ele já foi ouvido e prestou esclarecimentos, não depoimento”, explicou.

Ao Metrópoles, Madureira confirmou que a PCDF apreendeu a moto, o carro e as roupas usadas por ele no dia em que Noélia se encontrava desaparecida. “Depois que colherem as provas, os policiais vão direcioná-las para outras possibilidades. O que ele disse ontem ampliou as possibilidades. Já entregou carro, moto e roupas para perícia, um indício de que ele não tem culpa. Está deixando claro que nada teve a ver com essa tragédia”, completou Madureira.

A família chegou a divulgar o desaparecimento da mulher nas redes sociais. Noélia foi vista pela última vez por volta das 22h dessa quinta-feira (17/10/2019), após sair do Brasília Shopping, na Asa Norte, onde trabalhava como vendedora. A jovem seguia em direção a uma parada de ônibus.

“Morte violenta”

Os investigadores da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) acreditam que a vendedora tenha morrido após levar um tiro no rosto. Ela ainda apresentava ferimentos na região da cabeça. Segundo a delegada-chefe encarregada, Adriana Romana, a princípio, a ocorrência será tratada como feminicídio. “Trata-se de uma mulher e, como foi morte violenta, temos o protocolo na Polícia Civil de tratar primeiramente como feminicídio. Se depois, por exemplo, concluirmos ter sido latrocínio, mudamos a tipificação”, explicou.

O marido chegou a conversar com o Metrópoles na sexta (18/10/2019). De acordo com ele, Noélia trabalhava como vendedora em uma loja de roupas do shopping. Ela sempre encerrava o expediente por volta das 22h e chegava em casa, no Setor P Norte, em Ceilândia, às 23h. “Eu sempre a encontrava na parada. Ontem [quinta-feira], cheguei 15 minutos antes e fiquei aguardando. Com a demora, comecei a me preocupar e fui atrás”, relatou.

Marcos teve acesso a imagens de câmeras do shopping que, segundo ele, mostram a mulher saindo em direção ao Setor Hoteleiro Norte, às 22h03. “Ela está no telefone, porque eu tinha ligado para saber se estava saindo. Ela falou: ‘Amor, já estou indo, porque senão eu perco o ônibus’. Depois, às 22h23, liguei de novo, e ela não atendia mais”, narrou.

Ainda de acordo com Marcos, a família não sabe como a mulher foi encontrada em Vicente Pires, uma vez que todos os dias fazia o mesmo trajeto para casa. “Ela até tentava sair mais cedo e corria para pegar o ônibus. Eu sempre a orientava a não pegar carona e sempre buscava na parada. Agora, não sabemos se ela pegou algum carro pirata ou entrou em lotação”, contou o marido.

O velório da comerciária está marcado para as 11h deste domingo (20/10/2019), na Capela 1 do Cemitério Campo da Esperança em Taguatinga. O sepultamento será às 16h.

Últimas notícias