Justiça solta policial federal acusada de racismo em bloco de Carnaval

A policial federal Renata Nery Ribeiro que foi acusada de racismo durante um bloco de Carnaval foi liberada após audiência de custódia

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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1 de 1 racismo-carnaval-asa-norte - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória na noite dessa terça-feira (17/2) para a policial federal Renata Nery Ribeiro que foi acusada de racismo por Rodrigo Martins durante um bloco de Carnaval no Distrito Federal. Segundo a vítima, a policial o chamou de “bicho” e “macaco”.

A mulher foi presa em flagrante ainda na segunda-feira (16/12) e no dia seguinte passou por audiência de custódia 8ª Vara Criminal de Brasília, onde acabou sendo liberada.

Em nota, a Polícia Federal (PF) informou que “tomou conhecimento” do caso e  que “os fatos serão analisados pelas instâncias competentes, nos termos da legislação vigente”.

Entenda o caso
A situação ocorreu no Bloco Concentra, Mas Não Sai, no estacionamento em frente ao Minas Tênis Clube, na Asa Norte (DF). As falas ditas pela policial foram proferidas durante uma confusão que começou quando ela teria se recusado a desviar a passagem do grupo em que Rodrigo se encontrava.

“Estava com minhas filhas, esposa e amigos quando uma policial tentou passar por um lugar que era inviável de passar. A gente pediu para que ela se direcionasse para o outro lado, mas ela forçou a passagem e ainda agrediu um idoso, que é amigo da gente, pisando nele, quase que derrubando”, conta Rodrigo.

A esposa da vítima e de um outro amigo tentaram segurá-la. Nesse momento, Rodrigo então ressaltou a ela que “não daria para passar por ali” e ela começou a xingá-lo.

“Ela já virou me chamando de macaco e de bicho. Saiu xingando, apontando e ainda falando ‘você é um macaco, você é um bicho’. E aí ela se evadiu do local e todas as pessoas que estavam lá presenciaram e viram isso acontecer”, destaca.

Rodrigo conta que sua filha caçula, de três anos, ficou confusa com a situação e questionou ao pai se ele era “bicho” ou “macaco”.

“Isso é bem ruim, porque a gente sabe o peso do racismo”, desabafou.

Ele fala que, após a confusão, decidiu ir embora com a família e a encontrou novamente conversando com policiais. “Por coincidência, eu vi que ela estava lá conversando e eu me direcionei aos policiais e falei: ‘opa, eu que sou a vítima”, disse.

Os dois então foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que investiga o caso.

Metrópoles tentou, mas não conseguiu contato com a defesa da policial presa. O espaço segue aberto para manifestações.

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