Carnaval 2026

Homem denuncia racismo em Carnaval do DF: “Me chamou de macaco”. Veja vídeo

O caso ocorreu na tarde dessa segunda-feira (16/2) na Asa Norte; vítima da ocorrência diz que a acusada disse que era policial federal

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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1 de 1 racismo-carnaval-asa-norte - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Uma mulher é acusada de cometer o crime de racismo em um bloco de Carnaval no Distrito Federal, nessa segunda-feira (16/2). A situação ocorreu no Bloco Concentra, Mas Não Sai, no estacionamento em frente ao Minas Tênis Clube, na Asa Norte (DF). A vítima é Rodrigo  Martins, segundo o qual a confusão começou quando a mulher se recusou a desviar a passagem do grupo em que ele se encontrava.

De acordo com a vítima, a mulher disse que é uma policial federal.

“Estava com minhas filhas, esposa e amigos quando uma policial tentou passar por um lugar que era inviável de passar. A gente pediu para que ela se direcionasse para o outro lado, mas ela forçou a passagem e ainda agrediu um idoso, que é amigo da gente, pisando nele, quase que derrubando”, conta.

A esposa da vítima e de um outro amigo tentaram segurá-la. Nesse momento, Rodrigo então ressaltou a ela que “não daria para passar por ali” e ela começou a xingá-lo.

Ela já virou me chamando de macaco e de bicho. Saiu xingando, apontando e ainda falando ‘você é um macaco, você é um bicho’. E aí ela se evadiu do local e todas as pessoas que estavam lá presenciaram e viram isso acontecer”, destaca.

Rodrigo conta que sua filha caçula, de três anos, ficou confusa com a situação e questionou ao pai se ele era “bicho” ou “macaco”.

“Isso é bem ruim, porque a gente sabe o peso do racismo”, desabafou.

Ele fala que, após a confusão, decidiu ir embora com a família e a encontrou novamente conversando com policiais. “Por coincidência, eu vi que ela estava lá conversando e eu me direcionei aos policiais e falei: ‘opa, eu que sou a vítima”, disse.

Os dois então foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde foi registrada a ocorrência do caso.

A Polícia Civil (PCDF) foi acionada para informar se a mulher foi detida, mas a corporação ainda não retornou.

O que diz a Polícia Federal

Em nota, a PF informou que “tomou conhecimento da ocorrência”.

“Os fatos serão analisados pelas instâncias competentes, nos termos da legislação vigente”, acrescentou.

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