PF se manifesta sobre policial presa por racismo em bloco de Carnaval. Vídeo
Corporação afirma que “fatos serão analisados” após Rodrigo Martins denunciar ofensas racistas ditas por Renata Nery Ribeiro em bloco no DF
atualizado
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A Polícia Federal (PF) informou que “tomou conhecimento” do caso em que a policial federal, Renata Nery Ribeiro, é acusada de cometer o crime de racismo em um bloco de Carnaval no Distrito Federal, nessa segunda-feira (16/2). Segundo a vítima, Rodrigo Martins (imagem em destaque), a policial o chamou de “bicho” e “macaco”.
A mulher foi presa em flagrante e está à disposição da Justiça.
Em nota, a PF disse que “os fatos serão analisados pelas instâncias competentes, nos termos da legislação vigente”.
Entenda o caso
A situação ocorreu no Bloco Concentra, Mas Não Sai, no estacionamento em frente ao Minas Tênis Clube, na Asa Norte (DF). As falas ditas pela policial foram proferidas durante uma confusão que começou quando ela teria se recusado a desviar a passagem do grupo em que Rodrigo se encontrava.
“Estava com minhas filhas, esposa e amigos quando uma policial tentou passar por um lugar que era inviável de passar. A gente pediu para que ela se direcionasse para o outro lado, mas ela forçou a passagem e ainda agrediu um idoso, que é amigo da gente, pisando nele, quase que derrubando”, conta Rodrigo.
A esposa da vítima e de um outro amigo tentaram segurá-la. Nesse momento, Rodrigo então ressaltou a ela que “não daria para passar por ali” e ela começou a xingá-lo.
“Ela já virou me chamando de macaco e de bicho. Saiu xingando, apontando e ainda falando ‘você é um macaco, você é um bicho’. E aí ela se evadiu do local e todas as pessoas que estavam lá presenciaram e viram isso acontecer”, destaca.
Rodrigo conta que sua filha caçula, de três anos, ficou confusa com a situação e questionou ao pai se ele era “bicho” ou “macaco”.
“Isso é bem ruim, porque a gente sabe o peso do racismo”, desabafou.
Ele fala que, após a confusão, decidiu ir embora com a família e a encontrou novamente conversando com policiais. “Por coincidência, eu vi que ela estava lá conversando e eu me direcionei aos policiais e falei: ‘opa, eu que sou a vítima”, disse.
Os dois então foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que investiga o caso.
O Metrópoles tentou, mas não conseguiu contato com a defesa da policial presa. O espaço segue aberto para manifestações.
