Justiça ouvirá versão de Marinésio para a morte de Letícia

A audiência ocorrerá no Fórum de Planaltina, nesta terça-feira (19/11/2019). Defesa tentará abrandar a denúncia contra o assassino confesso

Andre Borges/Especial para o MetrópolesAndre Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 18/11/2019 20:29

O Fórum de Planaltina ouvirá pela primeira vez, nesta terça-feira (19/11/2019), a versão do cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, com relação ao feminicídio da advogada Letícia Sousa Curado, 26. A audiência, que precede a marcação do Tribunal do Júri, servirá para a defesa do assassino confesso tentar um abrandamento da denúncia de homicídio quintuplamente qualificado oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

As qualificadoras incluem: motivo torpe, porque a vítima se negou a manter relações sexuais; meio de execução (esganação); dissimulação, por fingir ser loteiro (motorista de lotação); feminicídio; e por ele tentar manipular a cena do crime para disfarçar uma tentativa de estupro. O cozinheiro foi denunciado ainda por tentativa de estupro, ocultação de cadáver e pelo furto dos pertences de Letícia, uma vez que foram encontrados, dentro do carro do assassino confesso, fichário, celular e bens da vítima.

Serão ouvidos o Ministério Público, a defesa de Marinésio, testemunhas arroladas por ambas as partes, e o próprio acusado. Caso não haja adiamentos, com o pedido de comparecimento de uma nova testemunha, a expectativa é de que uma data em 2020 seja marcada para o julgamento do cozinheiro pelo júri popular.

A principal linha da defesa será no sentido de tentar diminuir as qualificadoras, que somadas podem chegar a 46 anos de prisão. Furto e tentativa de estupro também serão negados. “Queremos que seja uma sentença justa e que ele cumpra apenas por aquilo que fez”, diz o advogado Marcos Venício.

A audiência será fechada ao público por correr em segredo de Justiça. Entretanto, caso o juiz considere relevante, pode determinar que as próximas audiências se tornem abertas.

Relembre o caso

Marinésio assassinou Letícia no dia 23 de agosto, em Planaltina. Ela desapareceu após sair de casa para ir ao trabalho, na Esplanada dos Ministérios. O ex-cozinheiro a pegou em uma parada de ônibus e, depois, a estrangulou. O corpo da funcionária terceirizada do Ministério da Educação foi encontrado dentro de manilha localizada às margens da DF-250, na mesma região.

Aos investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal o maníaco revelou que tinha o hábito de dirigir nos dias de folga e circular pela cidade, atrás de mulheres. Contou que costumava abordar as que estavam sozinhas em paradas de ônibus. Na versão dada aos policiais, ressaltou que oferecia carona para a rodoviária e, no trajeto, assediava as vítimas.

As declarações foram dadas no dia 26/08/2019, na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), região administrativa onde Letícia morava com o marido e o filho, criança de apenas 3 anos. O homem usava sua Blazer prata, placa JFZ 3420-DF, nos crimes.

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