Justiça nega transferência de soldado que matou militar para presídio

Kelvin Barros Sousa está preso no Batalhão do Exército após confessar ter matado Maria de Lourdes, de 25 anos

atualizado

metropoles.com

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Kelvin Barros
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A Justiça do Distrito Federal negou pedido de transferência do ex-soldado do Exército preso por feminicídio, Kelvin Barros Sousa, de 22 anos, para um presídio comum. O ex-militar está preso no Batalhão de Polícia do Exército desde dezembro de 2025 acusado de matar a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, dentro do batalhão onde trabalhavam, em Brasília (DF).

O pedido foi feito pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Na decisão assinada no último dia 4 de maio, o juiz Paulo Giordano destacou que a condição do acusado impõe medidas cautelares específicas, além de ressaltar que a transferência poderia ocasionar risco à segurança de Kelvin.

“Embora se trate de imputação de crimes de competência da Justiça Comum, a condição de militar do acusado impõe a observância de cautelas específicas para evitar incidentes desnecessários que possam comprometer a segurança orgânica do sistema prisional e a integridade do réu, principalmente considerando o caso particular, em que a marcha processual se encontra retardada em razão da necessidade de julgamento de conflito de competência”, disse o juiz Paulo Giordano.

Habeas corpus negado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do soldado do Exército Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, acusado de matar a cabo do Exército Brasileiro, Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, dentro do batalhão onde trabalhavam, em Brasília (DF). A decisão foi publicada na última quinta-feira (19/5).

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Maria de Lourdes Freire tinha 25 anos e foi morta dentro do batalhão do Exército onde era lotada
Ele também faz parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio
O soldado Kelvin Barros da Silva confessou ter matado Maria de Lourdes Freire Matos
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O soldado Kelvin Barros da Silva confessou ter matado Maria de Lourdes Freire Matos

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Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro
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Maria de Lourdes Freire Matos. de 25 anos, foi assassinada pelo ex-soldado Kelvin Barros da Silva, 21, em 5 de dezembro

1º RCG/Divulgação
Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio
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Kelvin Barros segue preso e o caso é investigado como feminicídio

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“Não há como acolher o pleito da defesa para que seja determinada a competência da Justiça Militar, porquanto a competência do Tribunal do Júri para o julgamento dos crimes contra a vida prevalece sobre a da Justiça Militar em se tratando de fato circunscrito ao âmbito privado, sem nexo relevante com as atividades castrenses”, disse o ministro do STF.

Por maioria, a Terceira Sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em sessão no dia 8 de abril, que o caso da morte da cabo do Exército Brasileiro Maria de Lourdes Freire Matos (foto em destaque) será julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O STJ definiu que a Justiça Militar irá julgar apenas os crimes ligados à administração e ao patrimônio militar.

Com a negativa no pedido de soltura do soldado, Kelvin agora será julgado pelo Tribunal do Júri de Brasília. A primeira fase da audiência de instrução e julgamento está marcada para às 14h do dia 17 de junho. Nesta fase do processo, o juiz ouvirá as testemunhas, peritos e as próprias partes envolvidas.


Relembre o caso

  • O ex-soldado confessou ter matado a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos;
  • O crime foi cometido no dia 5 de dezembro último, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), que fica no Setor Militar Urbano (SMU), área central de Brasília;
  • Depois de matar a colega a facadas, Kelvin ateou fogo na sala em que ambos estavam no momento do crime e fugiu;
  • Ele foi localizado horas depois, no Paranoá (DF), na casa em que morava com a família, e levado à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde confessou o crime;
  • A defesa de Kelvin disse que ele tinha um relacionamento extraconjugal com a cabo e que o crime ocorreu após uma discussão. Já os advogados da família de Maria de Lourdes defendem que o assassinato ocorreu por ele não aceitar ser subordinado da cabo;
  • Na sexta-feira (12/12), o Exército concluiu procedimento administrativo instaurado contra Kelvin e o excluiu da força “a bem da disciplina”.

Kelvin segue preso e deve responder pelo crime de feminicídio com agravantes.

 

 

 

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