Pandora: STF nega pedido de Arruda para produção de novas provas
Decisão é do ministro Luiz Fux. Ex-governador do DF responde a ação penal por suposta falsidade ideológica e corrupção de testemunha

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou concessão de habeas corpus ao ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. A defesa do ex-chefe do Executivo local buscava direito de produzir novas provas em ação penal a que Arruda responde na Justiça do DF.
José Roberto Arruda é acusado dos crimes de falsidade ideológica e corrupção de testemunha, no âmbito da Operação Caixa de Pandora. A investigação apura suposto esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DEM. O ex-governador teria oferecido vantagem financeira ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra, para que ele prestasse depoimento falso à Polícia Federal.
De acordo com os autos, depois do interrogatório e da manifestação final de Arruda, a defesa dele requereu quebra de sigilos bancários e fiscais, além da oitiva de novas testemunhas, tendo em vista a notícia de que Sombra, recentemente, haveria supostamente sacado R$ 300 mil um dia após a prisão do ex-governador e adquirido imóveis.
Isso, segundo os advogados, reforçaria a tese de simulação dos fatos. As solicitações, no entanto, foram negadas pelo juízo da 7ª Vara Criminal de Brasília, por considerar tais provas desnecessárias.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAntes disso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) haviam rejeitado pedido de habeas corpus que buscava nulidade da decisão de primeira instância. No STF, os advogados de Arruda alegaram que a negativa de produção de novas provas violaria os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.
Decisão
Fux não verificou ilegalidade ou abuso de poder que autorizasse a concessão do habeas corpus. Ele citou trechos das decisões das instâncias anteriores que reforçam a desnecessidade do pedido dos advogados de Arruda. As condutas de Sombra apontadas pela defesa já haviam sido objeto de investigação e acabaram arquivadas.
O Metrópoles tentou contato com os advogados de Arruda, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. (Com informações do STF)



