Justiça adia julgamento de travestis acusadas de matar colega
Assassinato teria sido motivado pela briga por pontos de prostituição. Crime ocorreu em janeiro de 2017
atualizado
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A Justiça do Distrito Federal adiou para 23 de março o julgamento das travestis acusadas de matar Ágatha Lios (foto em destaque). O trâmite estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (17/02/2020), mas foi remarcado após as defesas dos réus alegarem que não haviam tido acesso às mídias anexadas ao processo.
O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pediu a manutenção da data original do julgamento. No entanto, o Tribunal do Júri de Taguatinga optou pelo adiamento para “resguardar o devido processo legal e para que não haja eventual alegação de cerceamento de defesa”, conforme informado pelo Tribunal de Justiça (TJDFT).
O crime ocorreu em janeiro de 2017 e será analisado por júri popular. Serão julgados os réus Daniel Ferreira Gonçalves – nome social Carolina Andrade ou Carol; Deyvisson Pinto Castro (Lohanny Castro); Greyson Laudelino Pessoa (Bruna Alencar); Francisco Delton Lopes Castro (Samira), e Letícia Oliveira Santos, que é acusada de ser a mandante do crime.
O homicídio de Ágatha aconteceu no final da tarde de 26 de janeiro de 2017, dentro do Centro de Distribuição dos Correios, que fica no Setor G Sul, em Taguatinga, onde ela fazia ponto.
De acordo com denúncia do Ministério Público, os acusados, fazendo uso de “instrumentos perfuro-cortantes”, golpearam a vítima até a morte. O assassinato teria ocorrido, supostamente, em decorrência da disputa pelo ponto de prostituição.
Na época, o Metrópoles noticiou a guerra pelos pontos de prostituição na região do setor industrial de Taguatinga Sul. Na ocasião, a reportagem conversou com uma travesti que detalhou o esquema de exploração sexual liderado por cafetões e traficantes.
O crime ocorreu dentro de uma central de distribuição dos Correios, próximo ao local onde ela costumava fazer ponto.
https://youtu.be/Jedw-EyIGvk
Registrada como Wilson Julio Suzuki Júnior, Ágatha morreu após levar golpes de facão. Filmado pelas câmeras de segurança, o assassinato foi motivado por inveja, vingança e disputa por ponto de prostituição.
Toda a investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).
Fotos de Ágatha Lios:
Duas das suspeitas de matar Ágatha, Carolina Andrade e Lohanny Castro, fugiram do DF e foram presas após assaltarem um homem em Manaus (AM). De acordo com informações da Polícia Civil do estado, elas roubaram o cliente na Rua das Missões, no bairro Colônia Terra Nova, zona norte da cidade.
Segundo informações que constam no Boletim de Ocorrência, a dupla agiu com violência e levou R$ 500, óculos, relógio, cordão e o celular do homem, após uma discussão devido a um programa sexual. O dinheiro estava escondido nos ânus das suspeitas.















