DF: última suspeita de matar travesti em agência dos Correios é presa

Ágatha Lios, 23 anos, foi morta em 26 de janeiro de 2017, em razão de disputa por ponto de prostituição na área industrial de Taguatinga

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atualizado 19/07/2019 17:49

Investigadores da Polícia Civil prenderam a última suspeita de participar da morte de Ágatha Lios, 23 anos. A vítima foi assassinada a facadas em 26 de janeiro de 2017, em razão de disputa por ponto entre as travestis, no setor industrial de Taguatinga. A acusada que usa o nome social de Samira (foto em destaque) é registrada como Francisco Delton Lopes de Castro. Ela estava está foragida desde a data do crime.

Outras travestis, comparsas de Samira, já haviam sido presas preventivamente pelo crime e todas irão a júri popular pelo homicídio. Viraram réus na Justiça Deyvisson Pinto Castro (Lohanny Castro); Greyson Laudelino Pessoa (Bruna Alencar); e o motorista de aplicativo Israel Luiz da Silva Santos. Em 17 de julho de 2017, Carolina Andrade e Lohanny Castro foram presas em Manaus (AM), para onde fugiram após o crime.

De acordo com as investigações da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), a disputa pelo ponto de prostituição causou a rixa entre as envolvidas. No dia do crime, quatro delas, supostamente orientadas por uma cafetina, resolveram a pendência matando a vítima. Armaram-se com facas e facões e, com a ajuda de um motorista de aplicativo, foram ao encontro de Ágatha.

 

As câmeras de segurança do local gravaram o homicídio. Ao encontrá-la, começaram a perseguição. A vítima abrigou-se no Centro de Distribuição dos Correios, onde foi encurralada e agredida. As travestis fugiram com a ajuda do motorista, que as aguardava. Ágatha não resistiu aos ferimentos e morreu na mesma noite. Registrada como Wilson Julio Suzuki Júnior, ela foi morta com golpes de facão.

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Ágatha foi morta em 2017

Ágatha levou dezenas de golpes diante de funcionários dos Correios. Alguns tentaram socorrê-la, mas foram repelidos pelas quatro assassinas. A travesti era considerada uma ameaça pela concorrência por causa de sua beleza. Além disso, a vítima teria se recusado a abandonar o DF e permanecia fazendo programas sexuais na região de Taguatinga Sul.

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