Julgamento de Nenê Constantino começa na segunda-feira (8/5)

Júri chegou a ser iniciado em março, mas foi adiado. Empresário é acusado de ordenar homicídio de líder comunitário em 2001

atualizado

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JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
nenê constantino
1 de 1 nenê constantino - Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

O julgamento do empresário Nenê Constantino, 86 anos, será retomado na próxima segunda-feira (8/5), a partir das 9h, no Tribunal do Júri de Taguatinga. Fundador da Gol Linhas Aéreas, Constantino responde pelo homicídio qualificado do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, em outubro de 2001, e por oferecimento de vantagem a testemunha. O processo corre em segredo de Justiça.

Além de Nenê Constantino, quatro suspeitos serão julgados pelo crime. Vanderlei Batista Silva, João Alcides Miranda e João Marques dos Santos são acusados de planejar o assassinato com o empresário. Já Manoel Tavares teria sido o executor, disparando os três tiros que causaram a morte da vítima.

O julgamento chegou a ser iniciado no dia 20 de março, mas foi suspenso e remarcado para este mês depois que o representante do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), promotor Marcelo Leite, se recusou a participar do júri. O procurador pediu o adiamento da sessão alegando que a defesa de Constantino havia anexado grande volume de documentos ao processo uma semana antes do julgamento.

O advogado do empresário, Pierpaolo Bottini, insistiu na manutenção do júri e, como os documentos haviam sido anexados dentro do prazo judicial, o juiz João Marcos Guimarães Silva recusou o pedido do MPDFT e determinou a continuação do julgamento. O promotor, então, se recusou a participar da sessão.

Crime
Márcio Leonardo de Sousa Brito foi assassinado em outubro de 2001. Ele era o líder de uma associação de moradores que invadiu um terreno da Viação Pioneira, empresa do grupo de Nenê Constantino. O crime teria sido encomendado pelo empresário para intimidar os invasores do local. O MPDFT só denunciou os acusados pelo homicídio em 2008, sete anos após o crime.

Essa não é a primeira vez que Constantino responde a um processo criminal por homicídio. Em junho de 2015, ele foi absolvido de uma acusação por tentativa de assassinato contra o ex-genro, Eduardo Queiroz Alves. Por conta da denúncia, o empresário cumpriu prisão domiciliar por quatro anos.

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