Homem que atacou corretora na Asa Sul vai a júri popular

Crime ocorreu em 23 de novembro de 2017 . Vítima levou marteladas na cabeça e teve suas roupas rasgadas dentro de um apartamento na 412 Sul

atualizado 18/04/2018 9:05

Thiago Dantas Tizon de Oliveira será julgado pelo júri popular por tentativa de homicídio duplamente qualificado cometida contra uma corretora de imóveis em novembro de 2017. O julgamento ainda não tem data marcada.

“Tendo a instrução processual revelado indícios de autoria por parte do acusado, inclusive no que se refere à qualificadora do motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima, confirmando, em tese, o que restou apurado na fase inquisitiva e estando comprovada a materialidade do crime, impõe-se que seja o caso submetido ao júri popular desta circunscrição”, decidiu o juiz do Tribunal do Júri de Brasília, Evandro Moreira da Silva.

Memória
A vítima contou que o homem a atacou dentro de um apartamento na 412 Sul. Segundo o depoimento, Tizon se passou por um cliente interessado no imóvel. Ela relatou que pressentiu “algo ruim”. “Ele disse que queria mostrar o apartamento para a noiva e pediu 20 minutos até que ela chegasse. Depois, contou que ela não conseguiria ir e pediu para tirar umas fotos do imóvel”, completou.

Desconfiada, a corretora deixou a porta entreaberta e manteve contato visual com o homem durante toda a visita: “Mas, no único momento que me virei de costas, para abrir a persiana da sala, fui surpreendida com dois golpes de martelo na cabeça”.

Machucada, assustada e ainda em pânico, a corretora afirmou ter sentido a primeira martelada na lateral de sua cabeça. Em seguida, teria recebido mais cinco golpes na cabeça e um no braço, quando ela tentava se defender de alguma forma.

Depois de agredi-la, teria dito que “a mataria de qualquer jeito”. Segundo a mulher, a frase foi pronunciada repetidas vezes, enquanto o algoz a martelava na cabeça e rasgava suas roupas.

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Versão do autor
Thiago Tizon contou na delegacia não saber o motivo pelo qual atacou a corretora com um martelo. Afirmou que costumava carregar a ferramenta porque também trabalha como corretor e a usa para pregar faixas pela cidade. O autor explicou que procurava um apartamento para comprar e se interessou pelo imóvel anunciado.

Disse ainda que chegou a chamar a namorada para participar da visita ao imóvel, mas ela não apareceu. Thiago relatou ter pedido permissão para tirar algumas fotografias do apartamento para mostrar à parceira, mas, inesperadamente, “decidi agredir” a corretora. Ele negou para os policiais que teria tentado estuprá-la: “As roupas se rasgaram quando tentei segurá-la”.

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