Justiça mantém preso homem que atacou corretora na Asa Sul

Juíza negou pedido do MPDFT para que ele fosse libertado: “Prisão preventiva deve ser decretada para garantia da ordem pública”, afirmou

atualizado

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tizon, corretora atacada
1 de 1 tizon, corretora atacada - Foto: Divulgação/PMDF

A Justiça decidiu manter na cadeia Thiago Dantas Tizon de Oliveira, 37 anos, e transformou sua prisão por flagrante em preventiva. No dia 23/11, ele atacou uma corretora de imóveis dentro de um apartamento na 412 Sul. A vítima, 38, contou aos policiais que o homem se passou por um cliente e disse que “a mataria de qualquer jeito”. Segundo ela, a frase foi dita repetidas vezes, enquanto o algoz a martelava na cabeça e rasgava suas roupas.

Durante audiência de custódia, a juíza Maria Cecília Batista Campos negou pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o qual chegou a defender a liberdade provisória do homem, que também é corretor de imóveis. Para a magistrada, “a prisão preventiva deve ser decretada para garantia da ordem pública, com fundamento na gravidade do delito e periculosidade concreta do agente, evidenciada pelas circunstâncias do fato e por seu modus operandi“.

Em depoimento à polícia, a vítima relatou que pressentiu “algo ruim”. “Ele disse que queria mostrar o apartamento para a noiva e pediu 20 minutos até que ela chegasse. Depois, contou que ela não conseguiria vir e pediu para tirar umas fotos do imóvel”, completou. Desconfiada, a corretora deixou a porta entreaberta e manteve contato visual com o homem durante toda a visita: “Mas, no único momento que me virei de costas, para abrir a persiana da sala, fui surpreendida com dois golpes de martelo na cabeça”.

Machucada, assustada e ainda em pânico, a corretora disse na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde a tentativa de homicídio foi registrada, que sentiu a primeira martelada, a qual atingiu a lateral de sua cabeça. Em seguida, teria recebido mais cinco golpes na cabeça e um no braço, quando ela tentava se defender de alguma forma.

A depoente afirmou que, durante o ataque, teve suas roupas completamente rasgadas por Thiago. Em uma tentativa desesperada de se livrar do agressor, conseguiu alcançar a porta do apartamento e saiu correndo, gritando por socorro.

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Polícia apreendeu martelo usado para atacar a corretora
Prédio na 412 Sul, local do ataque
O ataque ocorreu durante visita a um imóvel
Peritos recolheram amostras no local do crime
A vítima foi atacada com seis marteladas
Nas redes sociais, Thiago se apresentava como corretor de imóveis
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Nas redes sociais, Thiago se apresentava como corretor de imóveis

Reprodução/Facebook
Polícia apreendeu martelo usado para atacar a corretora
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Polícia apreendeu martelo usado para atacar a corretora

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Prédio na 412 Sul, local do ataque
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Prédio na 412 Sul, local do ataque

O ataque ocorreu durante visita a um imóvel
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O ataque ocorreu durante visita a um imóvel

Michael Melo/Metrópoles
Peritos recolheram amostras no local do crime
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Peritos recolheram amostras no local do crime

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A vítima foi atacada com seis marteladas
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A vítima foi atacada com seis marteladas

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Fora do prédio, a mulher foi ouvida por um grupo de rapazes que conversava e bebia cerveja debaixo de um pilotis na quadra. Thiago – que também se apresenta como corretor de imóveis nas redes sociais – apareceu logo em seguida e acabou cercado pelo grupo. Ele foi espancado (foto em destaque) até a chegada de uma viatura da Polícia Militar. Preso em flagrante, o acusado foi levado para 1ª DP.

Versão do autor
Thiago Tizon contou na delegacia que não sabia o motivo pelo qual atacou a corretora com um martelo. Afirmou que costumava carregar a ferramenta porque também trabalha como corretor e a usa para pregar faixas pela cidade. O autor explicou que procurava um apartamento para comprar e se interessou pelo imóvel anunciado.

Disse que chegou a chamar a namorada para participar da visita ao imóvel, mas que ela não apareceu. Thiago relatou ter pedido permissão para tirar algumas fotografias do apartamento, para mostrar à parceira, mas, inesperadamente, “decidi agredir” a corretora. Ele negou para os policiais que teria tentado estuprá-la: “As roupas se rasgaram quando tentei segurá-la”.

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