“Ele falou que me mataria de qualquer jeito”, diz corretora atacada na Asa Sul

Aos policiais, a mulher relatou ter sido surpreendida de forma covarde, quando estava de costas, e que o algoz rasgou as roupas dela

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corretora, 412 sul, louco do martelo
1 de 1 corretora, 412 sul, louco do martelo - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A corretora de imóveis, de 38 anos, atacada dentro de um apartamento na 412 Sul, na quinta-feira (23/11), contou aos policiais que o homem se passou por um cliente e disse que “a mataria de qualquer jeito”. Segundo ela, a frase foi dita repetidas vezes, enquanto o algoz a martelava na cabeça e rasgava suas roupas. A vítima levou seis golpes na cabeça e no braço antes de conseguir escapar e gritar por socorro. O autor das agressões, Thiago Dantas Tizon de Oliveira, 37, acabou preso pela polícia.

A vítima relatou que pressentiu “algo ruim”. “Ele disse que queria mostrar o apartamento para a noiva e pediu 20 minutos até que ela chegasse. Depois, contou que ela não conseguiria vir e pediu para tirar umas fotos do imóvel”, completou. Desconfiada, a corretora deixou a porta entreaberta e manteve contato visual com o homem durante toda a visita: “Mas, no único momento que me virei de costas para abrir a persiana da sala, fui surpreendida com dois golpes de martelo na cabeça.

Machucada, assustada e ainda em pânico, a corretora contou na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde a tentativa de homicídio foi registrada, que sentiu a primeira martelada, que atingiu a lateral de sua cabeça. Em seguida, teriam sido mais cinco golpes na cabeça e um no braço, quando ela tentava se defender de alguma forma.

Durante o ataque, a corretora afirmou que teve suas roupas completamente rasgadas por Thiago. Em uma tentativa desesperada de se livrar do agressor, conseguiu alcançar a porta do apartamento e saiu  correndo gritando por socorro.

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Polícia apreendeu martelo usado para atacar a corretora
Prédio na 412 Sul, local do ataque
O ataque ocorreu durante visita a um imóvel
Peritos recolheram amostras no local do crime
A vítima foi atacada com seis marteladas
Nas redes sociais, Thiago se apresentava como corretor de imóveis
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Nas redes sociais, Thiago se apresentava como corretor de imóveis

Reprodução/Facebook
Polícia apreendeu martelo usado para atacar a corretora
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Polícia apreendeu martelo usado para atacar a corretora

Divulgação/PMDF
Prédio na 412 Sul, local do ataque
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Prédio na 412 Sul, local do ataque

O ataque ocorreu durante visita a um imóvel
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O ataque ocorreu durante visita a um imóvel

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Peritos recolheram amostras no local do crime
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Peritos recolheram amostras no local do crime

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A vítima foi atacada com seis marteladas
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A vítima foi atacada com seis marteladas

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Do lado de fora do prédio, a mulher foi ouvida por um grupo de rapazes que conversava e bebia cerveja debaixo de um pilotis na quadra. Thiago – que também se apresenta como corretor de imóveis nas redes sociais –, apareceu logo em seguida e acabou cercado pelo grupo. Ele foi espancado até a chegada de uma viatura da Polícia Militar. Preso em flagrante, o acusado foi levado para 1ª DP.

Versão do autor
Thiago Tizon contou na delegacia que não sabe o motivo pelo qual atacou a corretora com um martelo. Afirmou que costuma carregar a ferramenta porque também trabalha como corretor e a usa para pregar faixas pela cidade. O autor explicou que procurava um apartamento para comprar e se interessou pelo imóvel anunciado.

Disse que chegou a chamar a namorada para participar da visita ao imóvel, mas que ela não apareceu. Thiago relatou ter pedido permissão para tirar algumas fotografias do apartamento para mostrar à parceira, mas, inesperadamente, “decidi agredir” a corretora. Ele negou para os policiais que teria tentado estuprá-la: “As roupas se rasgaram quando tentei segurá-la”.

Na manhã desta sexta-feira (24), peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil foram até o local do crime para fazer a perícia (foto de destaque). Um rastro de sangue foi deixado pela vítima nas paredes e partes da fachada do prédio quando ela tentava escapar. As amostras estão sendo colhidas pelos policiais. A mulher levou oito pontos na cabeça e cinco no braço.

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