DF: feminicida vai a júri por ter matado a ex na frente das filhas

Réu confessou o crime ao ser preso, em julho de 2018, e escreveu carta na qual atribuía as motivações a atitudes da vítima

atualizado

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Assassino confesso de Janaína Romão, Stefanno Jesus Souza Amorim, é preso pela 33 DP de Santa Maria – Brasília(DF), 17/07/2018
1 de 1 Assassino confesso de Janaína Romão, Stefanno Jesus Souza Amorim, é preso pela 33 DP de Santa Maria – Brasília(DF), 17/07/2018 - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Steffano Jesus Souza Amorim, ex-companheiro e assassino confesso de Janaína Romão Lúcio, vai a júri popular na próxima quinta-feira (22/08/2019). Ele é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. O julgamento terá início às 9h, no fórum de Santa Maria.

O crime ocorreu em 14 de julho de 2018. Naquele dia, um sábado, Stefanno ligou para a ex e disse que queria ver as filhas, de 2 e 4 anos à época. A vítima era constantemente espancada pelo agressor. Janaína registrou duas queixas contra o homem. A primeira, por ameaça, foi feita em 2014, quando o acusado tinha apenas 17 anos.

Já em 2017, o caso evoluiu para lesão corporal. Nas duas vezes, a jovem pediu medidas protetivas, mas depois retirou a solicitação na Justiça.

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Detalhes das marcas no corpo de uma das duas filhas do casal: familiares da mãe dizem que crianças foram ameaçadas pelo pai
Steffano, assassino confesso de Janaína, deixou carta culpando a vítima pela violência sofrida
Janaína e Stefanno: relação turbulenta, marcada por ameaças e violência dele contra a mulher
Família de Janaína durante o enterro: como assassino estava foragido e havia ameaçado os parentes da ex-mulher, sepultamento foi realizado com reforço de policiamento
Pai de Janaína denunciou ameaças do ex-genro
Marcas no corpo de uma das filhas de Janaína, que, segundo a família da vítima, foram de chineladas de Stefanno
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Marcas no corpo de uma das filhas de Janaína, que, segundo a família da vítima, foram de chineladas de Stefanno

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Detalhes das marcas no corpo de uma das duas filhas do casal: familiares da mãe dizem que crianças foram ameaçadas pelo pai
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Detalhes das marcas no corpo de uma das duas filhas do casal: familiares da mãe dizem que crianças foram ameaçadas pelo pai

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Steffano, assassino confesso de Janaína, deixou carta culpando a vítima pela violência sofrida
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Steffano, assassino confesso de Janaína, deixou carta culpando a vítima pela violência sofrida

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Janaína e Stefanno: relação turbulenta, marcada por ameaças e violência dele contra a mulher
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Janaína e Stefanno: relação turbulenta, marcada por ameaças e violência dele contra a mulher

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Família de Janaína durante o enterro: como assassino estava foragido e havia ameaçado os parentes da ex-mulher, sepultamento foi realizado com reforço de policiamento
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Família de Janaína durante o enterro: como assassino estava foragido e havia ameaçado os parentes da ex-mulher, sepultamento foi realizado com reforço de policiamento

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Pai de Janaína denunciou ameaças do ex-genro
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Pai de Janaína denunciou ameaças do ex-genro

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Janaína foi morta em Santa Maria, quando foi buscar as duas filhas na casa de Stefanno. Ele deu cinco facadas na jovem
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Janaína foi morta em Santa Maria, quando foi buscar as duas filhas na casa de Stefanno. Ele deu cinco facadas na jovem

Reprodução
Renato acredita que a irmã foi vítima de emboscada
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Renato acredita que a irmã foi vítima de emboscada

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Na data do assassinato, um tio do rapaz foi buscar as crianças na residência dos avós maternos, em Santa Maria. Mais tarde, o rapaz telefonou para Janaína e ameaçou matar as meninas. Com isso, a mãe das pequenas correu até o barraco onde o criminoso estava morando. Lá, foi morta a facadas, na frente das filhas.

Frieza

Na delegacia, após ser preso, Setefanno disse ter “feito o que tinha de fazer“. No momento da abordagem, carregava consigo uma carta de seis páginas escrita à mão, na qual explicava o histórico de seu relacionamento com Janaína, na perspectiva dele.

Em seu depoimento à polícia, Stefanno disse ter traído a então companheira recentemente. Ao saber do caso extraconjugal, na versão do homicida, Janaína também teria cometido traição, por ter voltado a se relacionar com o primeiro marido. (Com informações do MPDFT)

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